Home / Política / Fachin valida acordo de delação premiada de ex-chefe da Reag

Fachin valida acordo de delação premiada de ex-chefe da Reag

Fachin homologa delação de ex-dono da Reag no caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, validou o acordo de delação premiada firmado pelo empresário João Carlos Mansur, antigo proprietário da Reag. O acerto judicial foi celebrado junto à Procuradoria Geral da República no mês de setembro, durante o andamento da operação Compliance Zero.

Tramitação no Supremo e investigações

Mansur figura como investigado em um dos procedimentos vinculados ao caso Master, que tem como relator o ministro André Mendonça. No entanto, os autos encontram-se temporariamente sob a responsabilidade do gabinete de Fachin desde setembro, devido a impasses sobre os rumos das apurações.

De acordo com o material reunido pelos investigadores, a Reag foi responsável pela administração de fundos empregados por Daniel Vorcaro com o objetivo de desviar verbas do Banco Master. Os montantes eram direcionados tanto para o acervo patrimonial particular do empresário quanto para a quitação de propinas.

Movimentações financeiras e defesa da instituição

Auditorias realizadas pelo Banco Central apontaram a ocorrência de transações atípicas entre a instituição bancária e os fundos geridos pela Reag Trust no período compreendido entre julho de 2023 e julho de 2024. Em contrapartida, a direção do Banco Master sustentou que a empresa de investimentos atuava exclusivamente na condição de prestadora de serviços.

Formado em ciências contábeis pela Fundação Armando Alvares Penteado, Mansur acumula mais de três décadas e meia de atuação no setor financeiro e relata ter coordenado a criação de mais de 200 fundos de investimento. O executivo criou a Reag no ano de 2012 e exerceu o cargo de presidente do conselho de administração até setembro de 2025, período em que a companhia alcançou a marca de aproximadamente R$ 341,5 bilhões em ativos sob gestão.

Histórico profissional e operações

O currículo do empresário inclui passagens pela Trump Realty Brazil, além de experiências corporativas em organizações como PwC, Monsanto, Tishman Speyer, GetNinjas e Azevedo & Travassos. No âmbito esportivo, integrou conselhos deliberativos do Palmeiras e participou ativamente das tratativas voltadas à edificação do Allianz Parque enquanto prestava serviços para a WTorre.

O executivo também foi alvo de mandados e diligências nas operações Carbono Oculto, focada em apurar esquemas de fraude e ocultação de patrimônio no mercado de combustíveis, e Compliance Zero, que examina indícios de delitos financeiros associados ao Banco Master.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *