O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que sua vitória no segundo turno das Eleições 2026 “foi uma vitória para o mundo”. O mandatário destacou o fato de que, na mesma semana, lideranças internacionais de direita, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perderam o controle de seus respectivos parlamentos.
Repercussão internacional e o pleito brasileiro
Lula garantiu o terceiro mandato presidencial após superar Flávio Bolsonaro (PL) no pleito do dia 25 de outubro, alcançando 51,79% dos votos válidos. Durante pronunciamento, o petista celebrou o resultado obtido nas urnas brasileiras.
“Foi uma vitória não para o Brasil, foi uma vitória para o mundo. Mas coisa importante é que na mesma semana que eu ganhei, o Netanyahu perdeu em Israel e me parece que o meu amigo Trump está perdendo nos Estados Unidos. Então foi uma vitória, uma vitória extraordinária do povo brasileiro, foi uma lição ao mundo”, disse Lula.
Reviravoltas políticas em Washington e Jerusalém
Nos Estados Unidos, o Partido Democrata garantiu a maioria no Senado durante as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, após conquistar sete cadeiras anteriormente controladas pelos republicanos no Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. A oposição ainda manteve 12 assentos que já ocupava, alterando o equilíbrio de poder em Washington. Horas depois, a legenda de Donald Trump também perdeu a maioria na Câmara dos Representantes.
Em Israel, a coalizão governista de Benjamin Netanyahu perdeu a maioria no Knesset e conquistou 53 assentos, ficando apenas cinco acima da oposição comandada por Gadi Eisenkot, que obteve 48 cadeiras. Como o parlamento israelense possui 120 lugares, nenhuma das partes atingiu a marca necessária de 61 assentos para formar um governo sem alianças.
Críticas a Flávio Bolsonaro e viagem aos EUA
O chefe do Estado brasileiro também comentou a viagem de seu principal adversário na disputa presidencial para território norte-americano. Segundo o presidente, o senador derrotado buscou exílio político de forma precipitada.
“Enquanto eu pegava a bandeira do Brasil, aquele gesto de pegar a bandeira nacional e levantar o povo entra numa emoção, enquanto eu fazia isso, o meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando. E foi correr agora, pé frio. Derrotou o Trump, chegou nos EUA e o Trump perdeu. Foi lá para pegar proteção, você vai ver a proteção que você vai ter, você vai ter que voltar para o Brasil para receber os processos que você tem”, declarou o petista.
Flávio Bolsonaro viajou para Miami após passar pela Argentina, desrespeitando uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que havia ordenado a retenção de seus passaportes e proibido sua saída do país. Após o embarque, o parlamentar publicou cartas em redes sociais questionando o resultado eleitoral e se autodenominando inicialmente como “presidente eleito”, termos que posteriormente foram alterados para “líder”.






