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Banco francês sofre invasão cibernética e perde milhões

Hackers atacam banco francês e desviam cerca de R$ 615 milhões

A instituição financeira regional francesa Crédit Mutuel Arkéa comunicou que sofreu uma invasão cibernética de grandes proporções, resultando em um desvio estimado em aproximadamente 100 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 615 milhões. O incidente cibernético veio à tona menos de sete dias depois de a corretora de criptoativos Binance também enfrentar uma ação parecida.

Investigação oficial em Paris

As autoridades judiciais da França iniciaram uma apuração formal sobre o caso após receberem uma notificação oficial da instituição bancária, que atua como filial do grupo Crédit Mutuel na região da Bretanha e em outras localidades do oeste do território francês. O inquérito conduzido pelo Ministério Público de Paris apura a suspeita de uma investida criminosa organizada contra uma infraestrutura automatizada de manipulação de dados.

Operação criminosa controlada

De acordo com a administração do Arkéa, tratou-se de um “ataque sofisticado procedente do exterior” que já se encontra sob controle. A instituição garantiu que os criminosos invadiram contas corporativas para realizar remessas a outras instituições, mas assegurou que as economias dos correntistas permaneceram intactas e livres de prejuízos. Logo após o furto, o capital subtraído foi transformado em moedas virtuais por intermédio de serviços especializados.

Impacto financeiro avaliado

Apesar de não chancelar os 133 milhões de dólares apontados pelo periódico Le Télégramme, o grupo financeiro admitiu que essa cifra expressa o patamar aproximado dos ativos envolvidos na ocorrência ilegal. “A quantidade afetada pelo ataque, que está sendo avaliada, não é de magnitude suficiente para colocar em risco a saúde financeira e a solidez do grupo”, ressaltou.

O esquema ilícito foi descoberto inicialmente no começo da semana por ZachXBT, um investigador independente focado em monitorar o fluxo de capitais na rede blockchain. O profissional, que mantém anonimato em suas atividades, relatou que o montante obtido ilicitamente foi direcionado por intermédio de cadastros criados em corretoras de criptomoedas.

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