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Técnico do Joinville pega gancho de 360 dias por licença falsa

Técnico do Joinville, Diego Souza é suspenso por licença falsa

O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Santa Catarina aplicou uma suspensão de 360 dias a Diego Souza, treinador do Joinville, devido ao uso de uma credencial irregular. A penalidade, definida por unanimidade em votação com três votos favoráveis, também determina o pagamento de uma multa de R$ 20.000 no prazo de 15 dias.

Defesa alega desconhecimento da fraude

Contratado pelo clube catarinense para dar os primeiros passos na carreira à beira do campo, o ex-atleta argumentou que não sabia da falsificação do documento. Em seu depoimento, ele apontou o argentino Alejandro Mancuso como o intermediário que ofereceu o certificado especial para ex-jogadores com carreiras consolidadas.

A defesa ainda tem a possibilidade de recorrer da decisão no Pleno do tribunal desportivo, e o tempo de suspensão preventiva já cumprido será descontado da pena total.

Detalhes do processo e investigação

Durante a sessão, o técnico relatou que a proposta surgiu em 2023, quando ainda estava em atividade nos gramados. Segundo seu relato, o documento foi prometido de forma rápida, sem a exigência de frequência em aulas, etapas que ele admitiu não ter cumprido.

“Me sinto até envergonhado por essa situação toda. Eu mandei um e-mail para a CBF na mesma hora alegando que poderia ter caído num golpe e ter sido uma situação de uma licença falsa”, afirmou.

O processo incluiu registros de áudio em que o argentino solicita dados pessoais e assegura que os diplomas rápidos eram voltados a atletas de destaque, confirmando posteriormente a finalização do processo.

Checagem de entidades e impacto no clube

A irregularidade veio à tona após o envio da documentação para obtenção do registro profissional na CBF, que cancelou a inscrição em 8 de outubro. A Associação de Técnicos do Futebol Argentino não encontrou registros acadêmicos do ex-atacante no curso apontado no certificado, além de detectar falhas na assinatura e na data de emissão. A Conmebol também informou a ausência de registros oficiais em nome do brasileiro.

O julgamento fundamentou-se no artigo 234 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Com o afastamento preventivo iniciado em 23 de outubro, o auxiliar Raphael Bahia assumiu o comando interino da equipe do norte catarinense.

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