Home / Política / Governo paraguaio promete indenizar clientes de banco após falência e protestos

Governo paraguaio promete indenizar clientes de banco após falência e protestos

Presidente do Paraguai anuncia ressarcimento de clientes de banco e indica novo chefe para o BC

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou um plano para ressarcir os clientes prejudicados pela dissolução do banco digital Ueno. A medida ocorre em meio a uma forte onda de protestos no país e à recente renúncia do chefe da autoridade monetária nacional.

Proposta de ressarcimento em análise no Congresso

De acordo com o mandatário, a intenção do executivo é iniciar os pagamentos ainda nesta semana. Para isso, o governo articula com os líderes legislativos a aprovação urgente de uma lei que viabilize a devolução dos valores aos cidadãos afetados.

“Entendo a incerteza que uma situação como essa provoca e, acima de tudo, sei que por trás de cada poupança estão o esforço e o trabalho de milhares de paraguaios”, declarou Santiago Peña em publicação nas redes sociais.

O chefe do executivo nacional acrescentou: “Com a aprovação dessa lei, adotaremos uma medida concreta e eficaz para atender 98% dos poupadores da instituição afetada, com o início dos pagamentos ainda nesta semana”.

Mudanças no comando do Banco Central

As turbulências financeiras provocaram a saída de Carlos Carvallo do cargo de presidente do Banco Central na terça-feira (3). Carvallo enfrentava questionamentos de parlamentares sobre a fiscalização da instituição devido ao seu histórico de atuação no banco Ueno até agosto de 2023.

Para o posto deixado na autoridade monetária, o governo indicou o economista Raúl Vera Bogado. A administração também sugeriu os nomes de Pedro Acosta e Hetzel González para diretorias do órgão, dependendo do aval do Senado.

Segundo a presidência, os indicados possuem “ampla experiência” no setor bancário, com passagens anteriores pelo Banco Central e histórico na gestão de crises financeiras.

Investigações e prisão de diretores

A dissolução do banco digital aconteceu após uma forte deterioração nos indicadores financeiros da instituição, que é o maior emissor de cartões de crédito do país e gerencia cerca de US$ 850 milhões em recursos estatais.

Durante a intervenção realizada pelo governo, oito diretores da instituição financeira foram detidos e encaminhados ao Ministério Público. As investigações apuram suspeitas de fraude, quebra de confiança e práticas ilícitas que teriam levado o banco à insolvência.

O presidente garantiu que o sistema financeiro se mantém protegido e que os culpados serão punidos pelo poder judiciário. “Tenham a certeza de que aqueles que forem considerados responsáveis por irregularidades deverão responder por seus atos perante a Justiça, sem exceções”, afirmou.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *