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Tereza Cristina mantém candidatura ao Senado e divide a oposição

Tereza Cristina mantém candidatura à presidência do Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) decidiu manter sua candidatura à presidência do Senado Federal, contrariando os movimentos de bastidores que tentam unificar a oposição em torno de um único nome para o pleito marcado para 1º de fevereiro de 2027.

O cenário da disputa em 2027 A parlamentar surge como uma terceira via em um cenário político polarizado, que tem como principais nomes o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em busca de recondução, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), representante da ala oposicionista.

Ex-titular do Ministério da Agricultura, Tereza Cristina é vista por congressistas do campo conservador como uma alternativa viável, especialmente diante do desgaste político enfrentado por Marinho. O senador potiguar coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e lida com repercussões negativas após posturas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a publicação de uma carta questionando os resultados das urnas — posicionamento que gera divisões internas até mesmo no comando do PL, liderado por Valdemar Costa Neto.

Negociações e resistência interna na direita Tentando consolidar seu nome entre os parlamentares conservadores, a senadora chegou a se reunir na semana passada com Marinho para debater a unificação da oposição, mas as tratativas avançaram sem um consenso definitivo.

Mesmo com as arestas internas, o PL planeja oficializar a candidatura de Rogério Marinho na quarta-feira (4). A legenda contará com a maior bancada da Casa a partir de 2027 e pretende usar essa musculatura política para influenciar tanto o comando do Senado quanto a formação da Mesa Diretora.

Em paralelo, a federação União Progressista — que une União Brasil e PP — já declarou respaldo ao projeto de reeleição de Davi Alcolumbre. Contudo, essa aliança enfrenta dissidências públicas, a exemplo do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que utilizou as redes sociais para manifestar oposição a Alcolumbre, rompendo com a diretriz oficial da legenda.

Articulações de Alcolumbre e o apoio governista Enquanto isso, Alcolumbre costura alianças estratégicas com partidos da base governista para fortalecer sua campanha à recondução ao cargo, impulsionado pelo cenário político decorrente da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

Para atrair o voto de parlamentares governistas, o atual presidente do Senado pautou matérias de interesse do Palácio do Planalto, a exemplo da discussão sobre o fim da escala de trabalho 6 X 1.

O Partido dos Trabalhadores também caminha para integrar a base de sustentação do senador amapaense. O presidente nacional da sigla, Edinho Silva, afirmou ao Poder360, em entrevista, que o partido deve declarar apoio a Alcolumbre.

Projeções para a eleição no Senado Ao analisar a composição projetada para 2027, as bancadas de União Brasil e PP totalizam 12 parlamentares, enquanto siglas como MDB e PSB ainda mantêm posição indefinida sobre o pleito.

Para alcançar a vitória na disputa pela presidência da Casa, o candidato vitorioso precisará assegurar o patrocínio de pelo menos 41 parlamentares, considerando a presença integral dos 81 integrantes do Senado Federal na votação.

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