O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Washington Quaquá, fez duras críticas nesta 3ª feira (3.nov.2026) ao presidente da legenda, Edinho Silva, colocando em dúvida a legitimidade de uma possível punição interna.
A reação do dirigente partidário A manifestação ocorreu após questionamentos sobre a chance de o comando nacional decidir por sua expulsão da agremiação política.
“Quem é Edinho? Para expulsar alguém do PT? O PT não é um partido fascista, autoritário, que tenha um dono”, declarou ao Poder360.
As acusações de Edinho Silva O atrito atual teve origem em declarações anteriores dadas por Edinho Silva, nas quais ele apontou a existência de “um amontoado de projetos pessoais” dentro da legenda. O presidente do partido também criticou o que chamou de “práticas patrimonialistas, em que a estrutura partidária é utilizada para atender a interesses pessoais e, em algumas situações, até para promover enriquecimento e crescimento patrimonial”, afirmando que esse modelo tornou-se insustentável.
Controvérsia sobre doações financeiras Em sua tréplica, o vice-presidente petista direcionou o foco para a movimentação financeira registrada entre 2025 e 2026 no diretório municipal de Araraquara (SP), município onde Edinho administrou por quatro mandatos. A suspeita levantada sugere o direcionamento de verbas para impulsionar a candidatura do correligionário, que conquistou uma vaga de deputado federal no pleito de 2026.
“O PT de Araraquara arrecadou de grandes empresários R$ 5 milhões. Mais que o PT nacional para botar na campanha dele para deputado enquanto o Lula não tinha material nos Estados. O que é projeto pessoal? Para quê grandes empresários doarem para Araraquara?”, disse Quaquá.
A assessoria de comunicação de Edinho Silva foi contatada para comentar os apontamentos feitos pelo vice-presidente da sigla, mas não houve retorno até o fechamento da reportagem, permanecendo o espaço reservado para eventuais esclarecimentos.






