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Blog de longevidade completa dez anos de militância pela idade

Resiliência como ferramenta para a reconstrução de novos significados de vida

O blog Longevidade: modo de usar celebra seu décimo aniversário nesta data. A trajetória teve início em 3 de novembro de 2016 com a publicação da coluna inaugural intitulada “Infância e adolescência foram reinventadas. Agora é a vez da velhice”. Naquela época, o texto inicial questionava os padrões sociais vigentes por meio de um questionamento direto: “Normalmente, quando digo minha idade, 58 anos, recebo em troca um ‘não parece!’. O que mais chama a atenção no cumprimento é a negação que ele embute: por que não posso parecer ter 58 anos? Aliás, por que não posso ter a minha idade? E, finalmente, por que envelhecer ainda é tabu?”. Atualmente, após o lançamento de quatro livros focados no tema, a autora consolida sua identidade como idosa e militante da causa.

Desafios e adaptações na maturidade Durante o evento GeriatRio 2026, ocorrido em outubro, a psicóloga Cristiane Novaes, doutora em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz e professora associada da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), apresentou reflexões importantes sobre a velhice. A palestra abordou os impactos das mudanças climáticas na população idosa e destacou o papel da resiliência diante das adversidades do envelhecimento, definida por ela nos seguintes termos: “Não se trata de otimismo barato, é uma resposta psicobiológica mensurável que abranda o impacto do estresse sistêmico crônico”.

O papel da resiliência psicobiológica A especialista listou obstáculos comuns dessa fase da vida, como o declínio físico, a solidão, a sensação de inutilidade, o luto por entes queridos e a proximidade da morte. Em contrapartida, apontou caminhos voltados para o enfrentamento dessas barreiras através de “uma busca intencional por aceitação, o desejo por aprendizado, a reconstrução de novos significados de vida”. Segundo a análise apresentada, envelhecer exige “uma negociação constante e diária para conciliar perdas, em qualquer esfera, com o esforço consciente de adaptação”.

Ferramentas para enfrentar o envelhecimento Entre os recursos de adaptação apontados pela especialista estão o uso da tecnologia para romper o isolamento, a adoção de uma atitude positiva que reinterpreta limitações e a busca pela espiritualidade como âncora existencial diante da finitude.

Reinventando a terceira idade A celebração de uma década de conteúdo reforça a urgência de desconstruir preconceitos etários. Como sintetiza a reflexão sobre a geração atual, “A velhice terá que ser reinventada por quem está chegando lá, essa geração que derrubou dogmas e é dona do próprio nariz, e que não está nem um pouco disposta a ter um papel secundário no cenário mundial”. A proposta inicial da coluna permanece viva como um espaço democrático de diálogo sobre o envelhecimento ativo, reafirmando o compromisso contínuo com a valorização da maturidade.

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