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Eleições nos EUA: Trump planeja virar ‘sr. veto’ diante de derrota

Eleições nos EUA: à espera de uma derrota, Trump ensaia o papel de 'Sr. Veto'

Encarando a possibilidade real de perder o controle do Legislativo nas eleições de meio de mandato, o presidente Donald Trump já desenha uma nova fase para o seu governo. Pesquisas apontam que os democratas podem conquistar a maioria na Câmara e ampliar as chances de retomar o Senado, cenário que transformaria a dinâmica política em Washington.

Estratégia para o Legislativo opositor Diante da perspectiva de um Congresso hostil, a imprensa norte-americana aponta que a gestão republicana planeja intensificar o uso de vetos presidenciais. A intenção é barrar iniciativas contrárias à administração atual e forçar negociações políticas a partir de impasses institucionais.

“Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, disse o presidente ao podcast “Pod Force One”, do “New York Post”. “Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo.”

Governança por decretos executivos Para contornar o bloqueio de parlamentares da oposição, a Casa Branca deve recorrer ainda mais a ordens executivas. Nos primeiros vinte meses de gestão, o mandatário já assinou mais de 300 decretos para implementar tarifas internacionais, endurecer políticas imigratórias, enxugar órgãos federais e reverter diretrizes da administração anterior voltadas à população LGBTQIA+.

Consequências de uma maioria opositora Caso os democratas assumam o comando da Câmara dos Representantes, o partido terá o poder de liderar comissões de investigação contra o governo e familiares do presidente. Além disso, há o temor de pedidos de impeachment, embora a condenação no Senado exija uma maioria qualificada de dois terços, tornando o afastamento um obstáculo difícil para a oposição.

Em meio a uma popularidade em torno de 32% e pressões inflacionárias agravadas por conflitos externos, o líder norte-americano transformou as eleições de meio de mandato em um verdadeiro plebiscito sobre a própria gestão, viajando pelo país em comícios para inflamar a base de eleitores.

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