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Donald Trump acumula polêmicas e ameaças nas eleições de meio de mandato

Cheque de U$ 5 mil, ataques às urnas e EUA 'queimando': veja as polêmicas de Trump na campanha para as midterms

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colecionou polêmicas e falas inflamatórias durante campanha pelo seu partido, o Republicano, para as eleições de meio de mandato no país —as midterms. A votação ocorre nesta terça-feira (3), e o pleito deve selar o destino de Trump e o futuro da relação com o Brasil em 4º mandato de Lula.

Promessa de cheque e contestação legal

Em setembro, Trump prometeu pagar US$ 5 mil (cerca de R$ 27,3 mil na cotação atual) para cada adulto norte-americano caso seu Partido Republicano mantenha o controle do Congresso dos EUA nas midterms. A promessa gerou uma série de questionamentos entre especialistas nos EUA, porque a legislação norte-americana proíbe que qualquer autoridade pública ofereça verbas públicas a eleitores em troca de resultados eleitorais.

“Aqui vai minha promessa: se os republicanos vencerem a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos, ambos… por causa da nossa enorme força e sucesso econômico, vou conceder um dividendo de US$ 5 mil a cada cidadão adulto dos Estados Unidos da América”, declarou.

Ataques a adversários e retórica extremada

Em outubro, apenas duas semanas antes das midterms, Trump fez um ataque direto a Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado pelo estado de Michigan. O presidente norte-americano o chamou de “jihadista doentio e violento” e o acusou de integrar a Irmandade Muçulmana.

“Ele é um farsantezinho, e tudo nele é falso. É um mentiroso. Fala de todas essas coisas como se fosse moderado, mas não é. Ele é um jihadista. Um jihadista doentio e violento, e não tem lugar no nosso governo”, falou Trump.

Ameaça de veto e comparações internacionais

Nos últimos dias, Trump ameaçou “vetar tudo” que chegasse do Congresso dos EUA para ele assinar caso os democratas saiam vencedores das midterms.

“Acho que vou me tornar o Sr. Veto. (…) Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo”, disse o presidente ao podcast “Pod Force One”, do “New York Post”.

Também em outubro, Trump se aproveitou dos protestos violentos na França para dizer, sem apresentar provas, que os EUA “queimarão” tal qual o país europeu caso os democratas saiam vencedores das midterms.

“Quando vocês virem campanários [torres com sinos] em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os democratas radicais querem fazer com os EUA. Eles pretendem fazer isso. Não vão nem chegar perto”, afirmou Trump.

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a fala de Trump: “Comentários inaceitáveis e estúpidos”.

Críticas ao sistema eleitoral e ações na Justiça

Trump criticou a votação em alguns estados norte-americanos nas últimas semanas, e seu Departamento de Justiça entrou com processos no Alasca e na Califórnia. O presidente norte-americano chamou a votação na Califórnia de “muito corrupta” e que autoridades estaduais estariam tentando “roubar” a eleição do candidato republicano Steve Hilton.

“A Califórnia e suas eleições são extremamente corruptas”, afirmou em entrevista à CNN Internacional no final de outubro. “Encontramos 20 mil, mas há centenas de milhares de cédulas irregulares”, completou.

No Alasca, o governo Trump tentou impedir a candidatura de Dan Sullivan, mas teve a investida rejeitada pela Justiça. “É muito injusto. É muito confuso, e isso é proposital. É uma fraude”, afirmou Trump na mesma entrevista à CNN Internacional.

As eleições desta terça-feira definem o equilíbrio de forças em Washington e indicam os rumos políticos para a reta final do mandato presidencial americano.

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