A exchange de criptomoedas Binance assegurou nesta 3ª feira (3.nov.2026) que possui plena estabilidade econômica, mesmo após sofrer um megafurto cibernético estimado em US$ 6,3 bilhões na semana anterior.
Detalhes do incidente e investigação
O ataque cibernético ocorreu na noite de 5ª feira (29.out). Dados preliminares revelam que a invasão teve início no computador portátil de um dos engenheiros da companhia, abrindo brecha para que o criminoso acessasse os sistemas e realizasse transferências ilícitas.
Em nota oficial divulgada na 6ª feira (30.out), a administração da plataforma confirmou a identificação de “pontos adicionais de violação”. Já no domingo (1.nov), a empresa reativou as retiradas de bitcoin, ether e criptomoedas estáveis.
Pronunciamento oficial da liderança
Durante participação na Hong Kong Fintech Week, o co-CEO da Binance, Richard Teng, pontuou que a companhia divulgará uma auditoria minuciosa sobre a invasão digital no momento “oportuno”.
O executivo garantiu que o volume de capital entrando e saindo da exchange está “praticamente normalizado” e destacou que 95% dos ativos digitais alvos da invasão já foram integralmente repostos com capital próprio da instituição.
O restante do montante perdido refere-se a moedas digitais com menor liquidez, cuja aquisição em volume adequado pode demandar um prazo maior. O FBI apontou o governo da Coreia do Norte e o grupo hacker estatal TraderTraitor como autores da ação, mas Pyongyang rejeitou as suspeitas, classificando-as como “retórica absurda”.
Ao definir o episódio como uma “lição dolorosa”, Teng enfatizou que a organização assume total culpa pelo incidente. “Sairemos mais fortes. Os fundos dos usuários estão seguros e continuaremos a nos fortalecer cada vez mais”, disse.
“A empresa possui uma saúde financeira muito sólida”, declarou Teng. “É algo que conseguimos cobrir. Temos capacidade para isso”, afirmou.






