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Daniel Vorcaro aciona CIDH por liberdade após impasse judicial no STF

Vorcaro pede liberdade ao acionar órgão internacional de direitos humanos

Os representantes legais de Daniel Vorcaro, criador do Banco Master, recorreram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Americanos, com o objetivo de garantir a liberdade provisória do empresário. A medida ocorre após a paralisação na análise de habeas corpus protocolado em 18 de setembro, situação atribuída à falta de definição de um magistrado competente pela Justiça do país.

Impasse na justiça brasileira e atuação no STF

Conforme os defensores, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, paralisou investigações associadas à instituição financeira. Essa determinação resultou na ausência de um órgão julgador para avaliar a soltura. O ex-banqueiro encontra-se sob custódia preventiva desde o mês de março.

Diante do cenário, o grupo jurídico requereu que o organismo internacional determine ao Estado brasileiro a designação, no prazo de cinco dias, de uma autoridade judicial apta a deliberar sobre a soltura. O pedido aponta ainda que o ex-dirigente aguarda há mais de 40 dias por um posicionamento oficial, sem dispor de instâncias superiores para contestar a morosidade.

Questionamentos sobre a legalidade da prisão e vazamentos

Os advogados sustentam que a detenção preventiva ocorre na ausência de denúncia formalizada pela Procuradoria-Geral da República ou de processo penal instaurado. Há também contestações quanto à competência do STF para conduzir o processo, visto que o investigado não possui prerrogativa de foro.

Outro ponto levantado envolve a exposição pública de conteúdos obtidos no telefone celular do investigado, o que, segundo a representação legal, fere garantias fundamentais e expõe dados privados. Adicionalmente, os profissionais mencionam a suposta adulteração de elementos probatórios colhidos durante a investigação.

Tentativas de diálogo e indiciamento policial

Paralelamente à acionamento internacional, a defesa agendou uma audiência com o ministro Edson Fachin para esta terça-feira, 3. Como assumiu interinamente a supervisão dos autos, o magistrado detém competência para deliberar sobre demandas emergenciais, a exemplo de pleitos de revogação de prisão.

Apesar da interlocução com o tribunal superior, os advogados argumentam que a intervenção ministerial ainda não destravou o requerimento de soltura protocolado no mês anterior. A intervenção junto à CIDH tem o propósito de obrigar o poder público a nomear um magistrado responsável pelo caso, embora a medida não garanta a revogação imediata da custódia.

Recentemente, a Polícia Federal formalizou o indiciamento de Vorcaro, do ex-presidente do Banco Regional de Brasília Paulo Henrique Costa e de outros 13 investigados por supostos delitos contra o sistema financeiro nacional. A defesa repudiou o documento policial, taxando-o de precipitado e refutando todas as acusações levantadas.

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