Pelo quinto ano consecutivo, o Distrito Federal recebe o Festival de Cinema Acessível Kids, evento voltado para promover a inclusão cultural de crianças com necessidades especiais. A iniciativa oferece uma experiência cinematográfica adaptada e totalmente gratuita para o público da região.
Sessão especial com recursos inclusivos
A animação “Divertida mente” (2015) será exibida no Cine Brasília, localizado na Asa Sul, com suporte tecnológico específico para espectadores cegos, com baixa visão, surdos, com deficiência auditiva ou intelectual. O projeto conta com parceria do Criança Esperança e também facilita o acesso à cultura para famílias de baixa renda da capital.
Para atender crianças e jovens neurodivergentes, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Síndrome de Down, a exibição contará com som em volume reduzido e iluminação tênue na sala. Além disso, a dinâmica do espaço é flexível, permitindo que o público circule e converse livremente durante a sessão.
“Para chegar às telas de cinema com toda a acessibilidade necessária, tudo é gravado em estúdio. É preciso de tecnologia e muita sensibilidade”, explica Sid Schames, que acrescenta. “Todos somos diferentes, mas podemos compartilhar uma mesma sala de cinema.
Origem do projeto e capacitação
O festival infantil surgiu em 2017 a partir de um questionamento familiar. Criador do evento adulto há 11 anos, Sidnei Schames foi confrontado pelo próprio filho, que na época tinha 8 anos e foi impedido de entrar na sessão por causa da classificação indicativa.
“Meu pai criou um festival acessível para os outros, mas não é acessível para mim”, indagou o menino quando tinha 8 anos.
Além das exibições nas telonas, a programação inclui o projeto “Agente de Transformação Social – Educadores Mais Inclusivos”, com turmas de até 35 profissionais para capacitação pedagógica. As aulas ocorrem no Senado Federal e preparam a comunidade escolar para lidar com a diversidade.
“O projeto capacita educadores e outros profissionais para reconhecer barreiras, enfrentar preconceitos e desenvolver práticas comprometidas com a diversidade, a equidade, a acessibilidade e a inclusão. Enquanto o cinema aproxima diferentes públicos e favorece a convivência, as atividades educativas oferecem conhecimentos e instrumentos para que a experiência vivenciada continue produzindo mudanças nas escolas, nas famílias, nas instituições e nas comunidades”, destaca o diretor.
Com exibições marcadas para o dia 6 de novembro e oficinas formativas no dia 5, o evento reforça o papel da arte como ferramenta de integração social e cidadania no Distrito Federal.






