Home / Política / Donald Trump volta a criticar eleições do Brasil e chama pleito de vergonha

Donald Trump volta a criticar eleições do Brasil e chama pleito de vergonha

Leia o que Trump disse até agora sobre as eleições no Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao processo eleitoral brasileiro no sábado (31.oct.2026). Durante uma festa de Halloween em sua residência oficial em Mar-a-Lago, na Flórida, o republicano conversou com jornalistas e classificou a disputa ao Palácio do Planalto como “uma vergonha”.

Histórico de declarações e o caso Flávio Bolsonaro

Apesar das constantes contestações sobre a votação no Brasil, o líder norte-americano tem evitado ataques nominais direcionados ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A série de manifestações de Trump começou logo após o segundo turno e envolveu diferentes episódios políticos.

Em 26 de outubro, o republicano afirmou que o pleito parecia “fraudulento”, mas ponderou sobre a relação diplomática. “Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada […]. Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha”.

No dia seguinte, em um comício realizado no Texas, o chefe de Estado dos EUA voltou a sugerir irregularidades ao declarar que “os democratas são os maiores fraudadores de eleições, embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso”.

A chegada do senador aos Estados Unidos

O cenário ganhou novos desdobramentos em 28 de outubro, quando a imprensa internacional repercutiu a ida do senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) para território norte-americano. Na ocasião, após o Departamento de Estado confirmar a liberação de vistos para o parlamentar e seus familiares, Trump manifestou aprovação à medida.

Questionado sobre um trecho da carta em que Flávio se autoproclamava presidente eleito — posteriormente retirado pelo próprio senador —, Trump esquivou-se: “Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”.

Já em 29 de outubro, o presidente americano alegou que a decisão de não interferir na disputa ocorreu por solicitação direta do governo brasileiro. Contudo, evitou confirmar formalmente a vitória do petista e manteve o tom crítico: “O presidente [Lula], o atual presidente, me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”.

Ausência de provas e histórico de contestações

Até o momento, em nenhuma das oportunidades em que questionou a lisura do pleito ou utilizou termos como fraude, Donald Trump apresentou evidências que sustentem suas acusações contra o sistema brasileiro.

O posicionamento do líder republicano alinha-se a um histórico de críticas a sistemas de votação, incluindo o modelo americano em determinados estados. Enquanto os Estados Unidos adotam majoritariamente o voto em cédulas de papel, o Brasil utiliza exclusivamente as urnas eletrônicas em todo o seu território nacional.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *