A imprensa internacional trouxe novos detalhes sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) para território norte-americano, apontando o uso de esquemas logísticos complexos que envolveram suporte em solo argentino e brasileiro, comboios terrestres para despiste e a locação de aeronaves executivas como rotas alternativas.
Operação em Puerto Iguazú Segundo as informações divulgadas, o ponto central da movimentação ocorreu na Argentina, mais precisamente em Puerto Iguazú. Perto da meia-noite de terça-feira 27, emissoras de televisão flagraram a chegada de uma van branca com vidros escuros ao terminal aéreo local. A movimentação gerou a percepção pública de que o grupo estaria naquele transporte, impressão reforçada pela decolagem logo em seguida de um jato particular Gulfstream IV (matrícula LV-JQW) com destino a Miami.
Ainda de acordo com os relatos, a família havia acessado a pista do aeroporto com antecedência por uma entrada secundária, utilizando um veículo coordenado por agentes norte-americanos. A publicação afirma que “enviados do exterior afastaram funcionários da Alfândega, da Imigração e agentes da Polícia de Segurança Aeroportuária”. Eles, conforme o Clarín, passaram a assumir os procedimentos de embarque no jato LV-JQW, que aguardou ainda 40 minutos em solo até receber autorização de voo.
Estrutura de fuga e frota terrestre A execução da viagem contou com uma ampla mobilização de recursos, incluindo o aluguel de múltiplos jatos executivos de alto custo que serviram como aeronaves de reserva. Esses aviões teriam sobrevoado a região, pousado na Província de Misiones ou ficado de prontidão no Paraguai, com alguns voando simultaneamente para dificultar o rastreio da aeronave que realmente levava a família. Jornais norte-americanos como The New York Times e The Wall Street Journal noticiaram que o jato utilizado foi providenciado por Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca.
Por via terrestre, o trajeto inicial de Brasília até a tríplice fronteira foi percorrido por seis veículos em comboio para despistar monitoramentos. O plano original previa um voo direto a partir da capital federal, mas a alternativa foi descartada após o proprietário da aeronave recusar o serviço devido à repercussão na imprensa sobre restrições de saída do país. Na Argentina, o presidente Javier Milei teria enviado seu principal assessor, Santiago Caputo, de forma confidencial à Província de Misiones para garantir o suporte logístico.
Posicionamento oficial Diante das revelações sobre a operação, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou o envolvimento do governo norte-ameriano na logística da operação. Rubio afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, determinou apenas a concessão de uma autorização especial para permanência no país caso a família chegasse.






