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Banabuiú tem filas por água após extorsão de facção no Ceará

População forma filas para comprar água após ameaças de facção contra comerciantes locais no interior do Ceará

Moradores de Banabuiú, município localizado no Sertão Central do Ceará, enfrentam longas filas para conseguir comprar água mineral. A situação ocorre cerca de duas semanas depois que estabelecimentos comerciais sofreram ameaças de uma organização criminosa e paralisaram a venda de garrafões por receio de violência.

Logística de abastecimento e escolta policial

Para contornar o problema, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará iniciou um esquema de apoio logístico para a distribuição de garrafões na cidade, com início da entrega à população no último sábado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, o procedimento possibilita o comércio dos distribuidores de água de forma segura.

“A Cagece realiza a coleta dos garrafões com água nos fornecedores e os transporta até o município de Banabuiú, onde estão sendo comercializados. Essa logística conta com o aporte das Forças de Segurança para que essa comercialização seja feita com tranquila”, diz a pasta, em nota.

Prisões e operação de extorsão

No final de outubro, três suspeitos foram presos por extorsão e ameaças a lojistas em nome de uma facção criminosa carioca. Os criminosos circulavam mensagens exigindo taxas semanais e afirmando que a distribuição de água dependia de autorização do grupo, o que provocou inclusive a suspensão temporária das aulas em uma escola municipal devido à falta de insumos.

Os investigados foram identificados como Cícero Kevin Gomes Farias, apontado como integrante de destaque da facção; Francisco das Chagas de Lima da Silva, conhecido como “Chico Motos”; e Carlos Fernando da Silva Andrade. Com eles, as autoridades apreenderam armas, munições, celulares, um notebook e dinheiro.

Medidas de segurança e impacto local

Embora o policiamento ostensivo e investigativo tenha sido reforçado no município, o comércio local ainda demonstra receio. Segundo o prefeito Marcílio Coelho, os lojistas optaram por não retomar as vendas diretas por falta de sensação de segurança.

“Já está cheio de polícia na rua, está cheio de investigadores, mas [os comerciantes] não estão se sentindo seguros ao ponto de voltarem a vender”, disse o prefeito.

A operação de abastecimento diário com mil garrafões transportados por veículos da companhia estadual continuará enquanto persistirem os impactos no comércio local. A gestão municipal reforça a expectativa de normalização com o apoio das forças de segurança.

“Eu torço muito, espero que isso seja resolvido o mais breve possível. As forças de segurança estão na cidade, tem uma condição policial, ostensiva, investigativa muito considerável na cidade”, concluiu o prefeito.

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