Home / Polícia / Caso gustavo: pai confessa agressões brutais e diz que ficou rodando de carro antes de chamar a polícia

Caso gustavo: pai confessa agressões brutais e diz que ficou rodando de carro antes de chamar a polícia

Caso Gustavo: pai diz que ficou 'rodando de carro' após morte do filho por não ter o que dizer à mãe da criança

O advogado Igor Veloso admitiu em novo depoimento que passou horas dirigindo sem rumo após constatar o óbito do próprio filho, Gustavo Feitosa, de 3 anos, por não saber como dar a notícia à mãe da criança. A investigação aponta que o crime ocorreu em 2 de agosto de 2026, na residência do investigada, localizada no Tocantins.

Detalhes das agressões e confissão

Em sua oitiva à polícia, o suspeito detalhou que perdeu a paciência ao encontrar o garoto na piscina da residência sem autorização, momento em que a vítima quase teria se afogado. O pai admitiu ter desferido golpes violentos contra o menino após um acidente com a parede.

“Quando eu chacoalhei ele, ele bateu a cabeça na parede, e aí eu joguei ele pra frente e dei pisões nele, nas costas dele e na barriga. Então, por aquela questão da barriga dele ser grande, ele já tinha problemas, não tenho dúvidas. Então, ali eu acho que houve aquele problema no intestino. Então, o chutei”, relatou o acusado.

Questionado sobre as seis horas de atraso até comparecer à delegacia, Igor justificou a conduta mencionando conflitos anteriores com Sabrina da Silva Feitosa, mãe da vítima.

“Eu fiquei rodando de carro, e, se eu pudesse, eu estava rodando nesse carro até hoje. Em outro momento, eu teria tido outra postura, mas eu já tive problemas anteriores com a Sabrina. Eu não tinha o que dizer para a mãe desse menino, por isso eu saí”, afirmou Igor.

Laudo técnico e acusações formais

O laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) revelou que a causa do óbito foi uma hemorragia interna decorrente de traumas severos pelo corpo, além de identificar lesões na cabeça, no intestino e laceração anal. Embora o documento pericial indique violência sexual, o investigado nega essa imputação específica.

“Essas lesões foram dos chutes que eu dei, e eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz”, afirmou.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) apresentou denúncia aceita pela Justiça, transformando o pai e a madrasta, Kathellen Moreira da Silva, em réus. Igor responde por vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Já Kathellen é acusada de vicaricídio por omissão diante das agressões e fraude processual, com histórico de disputas judiciais por pensão alimentícia envolvendo os genitores desde 2023.

Posicionamento das defesas

Enquanto a representação jurídica de Igor Veloso declarou que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo, a defesa de Kathellen Moreira sustenta a inocência da cliente por meio de nota oficial, afirmando que ela amamentava outra filha no quarto e foi impedida de entrar no cômodo onde o crime ocorreu, só sabendo da morte no dia seguinte.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *