O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta 5ª feira (29.out.2026) que não gostou da carta divulgada na 4ª feira (28.out) pelo senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro. O político deu a declaração ao chegar ao condomínio onde vive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A reunião entre os 2 foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Reunião e declarações de Valdemar
Valdemar disse que terá uma “boa conversa” porque levaria muitas novidades. Ao ser questionado sobre a carta de Flávio, respondeu: “Não gostei”.
O conteúdo do manifesto de Flávio Bolsonaro
O documento divulgado pelo senador gerou repercussão ao abordar diversos temas políticos, desde o resultado das urnas até comparações com figuras históricas e internacionais.
Nas primeiras versões do texto, o parlamentar afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas recuou e, na 3ª versão da carta, afirmou ser o “líder” do país. O manifesto também traz elogios a líderes estrangeiros: elogia o argentino pela “coragem, senso de justiça e legalidade”, e afirma que o norte-americano é um “grande defensor da liberdade de expressão”.
Argumentos contestados e acusações
O texto utiliza uma tese imprecisa para sugerir ser impossível uma virada de Lula e afirma que a decisão de estender a votação até 19h permitiu a Lula receber os votos necessários para vencer – no entanto, só 34.808 votos foram registrados das 17h às 19h.
Sobre investigações e sua saída do país, o político declarou: “O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment”. Ele também negou ter deixado o país irregularmente: “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança”.
Comparações e atuação na oposição
No manifesto, Flávio se compara a Rui Barbosa, Floriano Peixoto, Charles de Gaulle, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina.
Por fim, o senador reforçou sua intenção de continuar atuando politicamente à distância: “Sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”.






