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Governo central registra superavit de R$ 4,8 bilhões em setembro

Governo tem superavit de R$ 4,8 bilhões em setembro

O Governo Central registrou um superavit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro de 2026, revertendo o deficit de R$ 14,4 bilhões apurado no mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados divulgados pelo Tesouro Nacional, essa variação positiva representa uma melhora nominal de R$ 19,2 bilhões na comparação anual.

Surpresa nas contas públicas O desempenho das contas do governo superou amplamente as previsões do mercado financeiro. A mediana das estimativas do Prisma Fiscal, levantamento conduzido pelo Ministério da Fazenda, apontava para um saldo negativo de R$ 7,5 bilhões no mês, gerando uma diferença positiva de R$ 12,3 bilhões frente à projeção oficial.

Crescimento da arrecadação e controle de gastos O avanço nas receitas federais foi o principal motor desse resultado, com destaque para os ganhos obtidos com o petróleo, o Imposto de Renda e o retorno de recursos de precatórios cancelados pela Justiça. Além disso, a diminuição nos gastos discricionários ajudou a equilibrar o orçamento federal no período avaliado.

Desempenho acumulado do ano Apesar do saldo positivo isolado em setembro, o governo brasileiro ainda acumula um deficit primário de R$ 90,2 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. No entanto, o montante mostra uma redução de 10,1% em relação ao saldo negativo de R$ 100,3 bilhões registrado no mesmo intervalo de 2025.

Impacto do setor petrolífero e impostos As receitas com petróleo avançaram 71,9% em termos reais, somando R$ 5,7 bilhões adicionais, impulsionadas pelos preços internacionais, pela ampliação da produção e pelas operações da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). O imposto de exportação sobre o óleo bruto também injetou R$ 2,9 bilhões nos cofres públicos.

Despesas extraordinárias e combustíveis Do lado dos gastos, os créditos extraordinários cresceram R$ 9,9 bilhões em setembro, impulsionados por ações governamentais para amenizar impactos de conflitos no Oriente Médio. Desse total, R$ 7,6 bilhões foram direcionados a subvenções econômicas para a produção e importação de diesel e derivados.

Despesas discricionárias e previdência Os gastos discricionários, que contam com maior flexibilidade de manejo pelo Executivo, encolheram 37,8% em setembro, totalizando R$ 8,4 bilhões a menos. Em contrapartida, o deficit da Previdência Social atingiu R$ 303,2 bilhões no acumulado de nove meses, pressionado pelo aumento de beneficiários e pela valorização do salário mínimo.

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