O trapiche de Icoaraci, localizado em Belém, voltou a apresentar falhas estruturais graves nesta quarta-feira (28). O flutuante responsável por sustentar a rampa de acesso ficou completamente submerso, complicando a rotina de quem precisa embarcar ou desembarcar na região.
Impacto na rotina de trabalhadores e moradores
A situação gera transtornos severos para passageiros e comerciantes que dependem da travessia para conectar a capital às ilhas vizinhas. O escoamento de produtos essenciais, com destaque para o açaí que chega diariamente das comunidades insulares, tornou-se um desafio diário após a estrutura entortar e ficar inutilizável.
Diante da interdição prática da ponte, a alternativa encontrada por parte dos usuários foi realizar as operações de embarque e desembarque pela praia do Cruzeiro, situada nas imediações. Para alcançar as embarcações, os cidadãos precisam caminhar por trechos de lama.
Relatos de prejuízos acumulados
O atravessador José Sérgio relata que a situação dificulta o descarregamento das mercadorias. Já o vendedor de açaí Nilton dos Santos afirma que os problemas afetam trabalhadores e barqueiros há meses.
O retorno dos transtornos ocorre menos de cinco meses após denúncias semelhantes feitas por trabalhadores em maio, evidenciando a recorrência das falhas na infraestrutura local.
Posicionamento oficial da administração municipal
Em nota, a Prefeitura de Belém informou que o flutuante menor, responsável por sustentar a rampa de acesso, passou por uma intervenção recente, mas voltou a afundar após impactos provocados por embarcações de maior porte e pelo furto dos cabos de aço utilizados na fixação da estrutura.
Segundo a prefeitura, uma nova intervenção está programada para este fim de semana, com o objetivo de reposicionar o flutuante e restabelecer a utilização da rampa do trapiche de Icoaraci.






