A administração municipal de São Paulo registrou a circulação de 8.814 coletivos durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). O volume equivale a 71% da frota padrão utilizada em dias úteis, superando o planejamento inicial da prefeitura, que previa 6.900 veículos, mas ficando aquém da totalidade exigida.
Determinação da Justiça Eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece, por meio de uma resolução de fevereiro, que as prefeituras disponibilizem transporte público equivalente ao de dias normais nas datas de pleito. No sábado (24), a Justiça determinou que São Paulo colocasse 100% da frota em operação para assegurar o deslocamento dos eleitores.
Contudo, a gestão municipal argumentou que o intervalo exíguo entre a ordem judicial e o início da votação impediu o cumprimento integral da medida. De acordo com a prefeitura, as viações foram acionadas imediatamente, porém houve obstáculos operacionais para convocar os trabalhadores e disponibilizar todos os veículos a tempo.
Repercussão política e denúncias
A insuficiência de veículos nas ruas gerou protestos de passageiros sobre demoras expressivas nos terminais. Em contrapartida, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que a quantidade foi suficiente e que nenhum cidadão perdeu a votação por falta de condução, justificando que os pontos e os ônibus operaram com baixa lotação durante o dia.
Diante das ocorrências na capital paulista e em outras regiões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou que o partido solicitou ao TSE a extensão do horário de votação em nove estados. O chefe do Executivo federal criticou a situação e mencionou medidas severas contra os gestores municipais envolvidos.
“Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral”, afirmou.






