Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC) resultou na retenção de 368,2 kg de carne bovina considerada inadequada para a alimentação humana em cinco unidades de ensino estaduais situadas em Mâncio Lima, município do interior acreano. A inspeção ocorreu no dia 21 de outubro e teve como foco principal averiguar falhas no fornecimento da merenda escolar da região.
Escolas afetadas pela fiscalização
As diligências fiscalizatórias abrangeram a Escola Diocesana São Francisco e quatro instituições da rede estadual: Antônio de Oliveira Dantas, Francisco Freire de Carvalho, Belarmino de Mendonça e Primeiro de Maio.
Durante as vistorias nas dependências escolares, os equipes encontraram lotes de carne apresentando coloração escurecida e odor forte. Em uma das ocorrências verificadas, a equipe constatou que o produto já estava com a data de validade expirada.
Atuação das autoridades competentes
A operação foi liderada pelo promotor de Justiça substituto Wanderley Wanzeller, contando com a colaboração de técnicos da Vigilância Sanitária local. Após a verificação técnica que atestou a total inadequação dos itens para o consumo, o material recolhido foi transportado e descartado no aterro sanitário municipal.
Outros problemas estruturais encontrados
Além da questão alimentar, o órgão ministerial apontou deficiências na distribuição e atrasos na entrega dos mantimentos da merenda, além de carências na entrega de materiais de limpeza.
As equipes também registraram restrições nos refeitórios, reclamações referentes à qualidade da água consumida pelos alunos e falhas estruturais nas bibliotecas, incluindo falta de computadores, acúmulo de inservíveis e locais inadequados.
Medidas adotadas pelo Ministério Público
Em resposta aos achados da vistoria, o MP determinou a criação de um procedimento administrativo para monitorar o recebimento, armazenamento, conservação e transporte dos gêneros alimentícios voltados aos estudantes.
Ademais, expediu-se uma recomendação formal aos diretores das redes de ensino estadual e municipal para intensificar o controle e barrar a entrada de itens impróprios. Por fim, foi aberta uma notícia de fato criminal para investigar o fornecimento dos produtos estragados e analisar a abertura de inquérito policial.






