O presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou o senador Flávio Bolsonaro nas seções eleitorais montadas em unidades prisionais durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo 25.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral De acordo com os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PT alcançou 7.015 votos nesses locais, ao passo que o representante do PL somou 2.298. Os percentuais correspondem a 75,3% para Lula e 24,7% para Flávio Bolsonaro na disputa direta entre ambos.
Perfil do eleitorado nas urnas prisionais É importante destacar que a votação nestes locais não reflete unicamente a escolha dos detentos. Além dos presos provisórios, que ainda aguardam condenação criminal definitiva, servidores públicos e demais eleitores autorizados também votam nessas zonas. O petista já havia liderado a preferência nessas mesmas áreas durante o primeiro turno.
Desempenho expressivo no Nordeste Os índices mais elevados favoráveis a Lula concentraram-se em estados nordestinos. Na Paraíba, o presidente registrou 87,2% dos votos contra 12,8% do adversário. No Piauí, o índice atingiu 85,4% a 14,6%, enquanto no Rio Grande do Norte o petista ficou com 84% e o candidato liberal obteve 16%.
Duas penitenciárias registraram unanimidade total para o atual chefe do Executivo. No Centro de Detenção Provisória de Aquiraz, localizado no Ceará, o petista ficou com a totalidade dos 32 votos computados. Da mesma forma, no Presídio Regional de Sapé, na Paraíba, ele recolheu os dez votos contabilizados na urna. Esse cenário acompanha a forte vantagem que o petista tradicionalmente mantém na região nordestina, onde fechou o segundo turno com 69,3% dos votos válidos.
Cenário no estado de São Paulo No território paulista, que concentra o maior volume de presos provisórios aptos a participar do pleito, Lula contabilizou 2.156 sufrágios, superando os 546 direcionados a Flávio Bolsonaro. O panorama nas seções prisionais paulistas divergiu do resultado geral do estado, onde o petista encerrou a disputa com 46,15% dos votos válidos.
Por outro lado, o senador registrou seus percentuais mais expressivos nas urnas prisionais de Goiás, alcançando 46,6%, seguido por Mato Grosso, com 42,3%, e Amazonas, com 38,7%.
Regras constitucionais para o voto De acordo com a Constituição Federal, os direitos políticos são suspensos para indivíduos que cumprem pena por condenação criminal definitiva, impedindo a participação desses detentos no processo eleitoral. Apenas os presos provisórios mantêm o direito garantido ao voto.






