O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e articulador político do governo, José Guimarães, declarou nesta terça-feira (27) que o debate sobre medidas de contenção de gastos não está nos planos prioritários da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o restante do ano.
Reação do mercado financeiro e queda na bolsa A manifestação do ministro ocorreu logo após investidores reagirem negativamente ao resultado da reeleição do presidente Lula, ocorrida no último domingo (25).
Como consequência do cenário político, o pregão seguinte registrou um tombo superior a 10 pontos percentuais, forçando a ativação do circuit breaker na B3 e acumulando uma retração de 13,88%, o pior desempenho desde 2020. No mercado de câmbio, a moeda americana encerrou a segunda-feira (26) com valorização de 8,21%, cotada a R$ 5,4027, após bater máxima de R$ 5,6048 — maior salto diário desde janeiro de 1999.
“Esse assunto [ajuste fiscal] não foi discutido, e nem está sendo discutido, e muito menos aqui na bancada”, afirmou Guimarães
Projetos prioritários no Congresso Nacional Em vez de focar na economia fiscal, o representante da articulação política pontuou que o foco do Executivo estará voltado para a aprovação de matérias específicas no Congresso, como a PEC da Segurança Pública, a medida provisória voltada para a regulação das bets e a PEC que estabelece gratuidade no transporte público aos finais de semana.
“Nós temos pautas que já estão tramitando. Nós precisamos votar PEC da Segurança, MP [medida provisória] das Bets e a questão da tarifa zero. Essas matérias, para serem votadas, precisam se construir as comissões mistas para votar até o dia 20 de dezembro. Se nós votarmos essas três grandes pautas, já nos damos o satisfeito”, destacou Guimarães.
A articulação governista busca consolidar acordos parlamentares para viabilizar votações fundamentais antes do encerramento do calendário legislativo de dezembro.






