O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), embarcou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27) com a intenção de pedir asilo político. Na quarta-feira (28), ele tem um encontro marcado com seu irmão e ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro.
Viagem ocorre após ordem de restrição do STF
A saída do parlamentar do país acontece logo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a retenção de seus passaportes e proibi-lo de deixar o território nacional. O prazo estipulado para a entrega dos documentos encerrou-se às 11h da terça-feira sem que a ordem fosse cumprida pelo senador.
Na segunda-feira (26), Flávio havia sido intimado pela Polícia Federal (PF) e publicou um vídeo nas redes sociais criticando a medida, classificando-a como uma tentativa de coerção, embora tenha garantido que acataria a decisão da Justiça.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.
Aliados surpreendidos e paradeiro incerto
Durante a manhã de terça-feira, aliados políticos, integrantes da campanha e pessoas próximas relataram total dificuldade para estabelecer contato com o parlamentar, que permaneceu incomunicável. Seguranças que faziam a vigilância na residência de Brasília informaram que não houve movimentação no imóvel desde o início da manhã.
Antes da confirmação de que estava a bordo de uma aeronave rumo aos Estados Unidos, circularam informações nos bastidores sobre uma possível passagem clandestina pela fronteira com a Argentina, hipótese que mobilizou checagens da PF junto a autoridades estrangeiras.
Investigações em andamento no Supremo
As restrições impostas pelo STF estão atreladas a investigações sobre suposta lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e apurações sobre o financiamento do filme biográfico Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A defesa e os citados nos inquéritos negam qualquer tipo de irregularidade. Enquanto isso, nos bastidores do Partido Liberal (PL), aliados defendem que o senador em Dachau se manifeste publicamente para mitigar a crise gerada pela sua saída repentina do Brasil.






