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Ministro defende governabilidade total para o Centrão no governo Lula

Centrão pode participar de governo Lula, mas precisa entregar apoio integral, diz Guimarães

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira (27) uma reformulação profunda na articulação política entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Poder Legislativo. O plano exige maior lealdade dos parlamentares e alinhamento direto com as demandas da sociedade.

Exigência de alinhamento total Durante encontro matinal com a bancada do PT na Câmara dos Deputados, o ministro pontuou que a legenda apoia a incorporação de siglas do Centrão na base governista, desde que haja um compromisso real com a gestão. A avaliação interna é de que o cenário político não tolera mais posturas dúbias em votações estratégicas.

“Os partidos do Centrão vão participar do governo? Eu defencedo que participem e [vamos dialogar] para isso. Porém, tem que ser uma participação efetiva, não é meia participação, não é meia governabilidade, tem que ser governabilidade integral e total”, disse Guimarães.

O chefe da pasta de Relações Institucionais criticou legendas que comandaram até três ministérios na atual gestão, mas falharam ao não garantir os votos necessários para aprovar projetos prioritários do Palácio do Planalto.

Novas diretrizes políticas Para a base aliada, o quarto mandato presidencial exigirá uma escuta atenta aos recados deixados pela população nas urnas e manifestações recentes.

“Nós precisamos construir um governo com muitas alianças, mas com nitidez política por conta do que aconteceu nas ruas”, afirmou o ministro.

A estratégia de diálogo já rendeu frutos iniciais. Segundo o governo, a recente reunião de Lula com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), funcionou como um sinal positivo na direção de consolidar o novo modelo de articulação.

Desafios no Parlamento O cenário legislativo a partir de 2027 exigirá esforço redobrado da base governista. O PL consolidou uma bancada expressiva de oposição, contando com 121 deputados federais e 29 senadores, o que obriga o Palácio do Planalto a intensificar as negociações partidárias.

Enquanto legendas como União Brasil e PSD abriu espaço para conversas, o Podemos optou pela independência legislativa e o PSDB confirmou que permanecerá na oposição. Como parte das articulações em curso, o PT tende a apoiar a recondução de Hugo Motta e Davi Alcolumbre aos comandos da Câmara e do Senado nas eleições para as mesas diretoras.

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