Com mais de 64 milhões de votos obtidos no domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu sua quarta vitória na disputa pela Presidência da República, equiparando-se ao feito histórico do líder norte-americano Franklin Delano Roosevelt.
A trajetória de Franklin Roosevelt nos Estados Unidos
Pelo Partido Democrata, Roosevelt triunfou na corrida presidencial norte-americana pela primeira vez em 1932, durante o período da Grande Depressão. O político estadunidense ainda conquistou novas vitórias nas urnas nos anos de 1936, 1940 e 1944, sendo que os dois últimos pleitos ocorreram com o mundo enfrentando a Segunda Guerra Mundial.
Pouco tempo depois de iniciar seu quarto mandato, Roosevelt faleceu em decorrência de uma hemorragia cerebral. Posteriormente, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma emenda à Constituição limitando a permanência na chefia do Executivo a apenas dois mandatos por indivíduo.
Regras eleitorais e histórico de mandatos no Brasil
Diferente da legislação norte-americana, a Constituição brasileira estabelece que um chefe do Executivo pode comandar o país por até dois mandatos seguidos. Contudo, a norma permite que, após um período fora do cargo, o político retorne à disputa e conquiste novos mandatos.
Esse cenário se aplica a Lula, que chegou ao comando do país pela primeira vez em 2002 ao superar José Serra (PSDB) na etapa final, e garantiu a recondução em 2006 frente a Geraldo Alckmin, que na época integrava o PSDB e atualmente atua como vice-presidente ao lado do petista.
A disputa eleitoral e os números do TSE
O retorno de Lula ao Palácio do Planalto ocorreu em 2022, após vencer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.
No último domingo, o candidato do PT assegurou o inédito quarto mandato ao superar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na segunda etapa do pleito, registrando 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do oponente.
O resultado estabeleceu um marco na história democrática brasileira ao registrar a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno desde o fim da ditadura militar. Conforme os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista cresceu expressivamente na reta final, somando mais de 10,3 milhões de novos votos e saltando de 53.879.538 para 64.256.232 apoios.
A etapa final do pleito também apresentou uma diminuição no índice de abstenção, que recuou de 21,08% para 19,22%, representando uma queda de 1,86 ponto porcentual. Em termos absolutos, a quantidade de eleitores ausentes diminuiu de 33.469.244 para 30.509.005, totalizando quase três milhões de pessoas a menos deixando de votar.






