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Circuit breaker na b3: relembre todas as vezes que a bolsa parou no brasil

Circuit breaker é acionado pela primeira vez desde a pandemia de Covid-19; relembre todas as vezes em que a Bolsa parou

O mercado financeiro passou por momentos de forte tensão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL), resultando em uma queda expressiva e no acionamento do circuit breaker na Bolsa de Valores brasileira, algo que não ocorria desde o início da pandemia de Covid-19 em 2020.

O que é o circuit breaker O circuit breaker é um mecanismo de segurança da Bolsa de Valores brasileira (B3) que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra quedas muito acentuadas. O objetivo é conter movimentos de pânico no mercado financeiro e dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões.

A pandemia de Covid-19 em 2020 Naquela ocasião, o coronavírus avançava rapidamente pelo país, os primeiros óbitos pela doença começavam a ser registrados e estados e municípios começavam a adotar medidas de isolamento social para tentar conter a disseminação do vírus. Com toda a incerteza que pairava sob a pandemia e a economia global, o mercado financeiro protagonizou uma debandada do Ibovespa, resultando em uma queda vertiginosa.

Ao todo, o mecanismo foi acionado 6 vezes na pandemia: * 9 de março: o mecanismo foi acionado pela primeira vez naquele ano, após o Ibovespa despencar mais de 10% durante o pregão. * 11 de março: no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou oficialmente a pandemia de Covid-19, a Bolsa brasileira voltou a interromper as negociações após uma queda acentuada. * 12 de março: o circuit breaker foi acionado duas vezes no mesmo dia. A primeira interrupção ocorreu após uma queda de 10% do Ibovespa. Depois da retomada das negociações, o índice chegou a recuar 15%, provocando uma segunda paralisação. * 16 de março: a Bolsa voltou a interromper as operações após o Ibovespa registrar uma queda superior a 12% na abertura do pregão. * 18 de março: o mecanismo foi acionado sexta e última vez em 2020. Naquele dia, o Ibovespa encerrou o pregão com queda de 10,35%.

O Joesley Day em 2017 Três anos antes da pandemia da covid-19, em 18 de maio de 2017, ocorreu o episódio que ficou conhecido como “Joesley Day”, em referência ao empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. Na véspera, o jornal O Globo havia revelado a existência de uma gravação feita pelo empresário durante uma conversa com o então presidente Michel Temer (MDB). O conteúdo levantou suspeitas de que Temer teria dado aval à compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que estava preso. Temer negou as acusações. A revelação provocou uma crise política e uma forte reação do mercado financeiro, fazendo o Ibovespa despencar mais de 10% e acionar o mecanismo de segurança.

A crise imobiliária nos Estados Unidos em 2008 Em 2008, durante a crise financeira internacional, o mercado acionário enfrentou turbulências severas devido à quebra de instituições financeiras nos Estados Unidos e problemas nos bancos europeus. No dia 22 de outubro, a bolsa fechou com queda de 10,18%. Naquele mês, as negociações foram interrompidas quatro vezes por 30 minutos e uma vez por uma hora, totalizando seis acionamentos no ano.

Crises cambiais e internacionais na década de 1990 Em janeiro de 1999, o circuit breaker foi acionado em meio a uma crise cambial após o Banco Central anunciar mudanças na política de controle da moeda americana, gerando perdas de 9,33% no pregão. Já em 1998, a crise financeira russa provocou cinco paralisações na Bolsa brasileira, com destaque para o dia 10 de setembro, quando o índice despencou 15,82%.

A criação do mecanismo em 1997 O circuit breaker foi acionado pela primeira vez no Brasil em 28 de outubro de 1997, em meio à crise financeira asiática que se originou na Tailândia. Na véspera, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) havia registrado uma queda superior a 14% devido ao temor dos investidores, exigindo a utilização inédita do sistema para conter o pânico e estabilizar os negociações da bolsa.

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