O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) apontou uma suposta perseguição política por parte do Partido dos Trabalhadores logo após a legenda no estado publicar a mensagem “Deltan, você é o próximo” nas redes sociais. A manifestação da sigla ocorreu na sequência da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com o argumento de que a legenda pretende cobrar o julgamento do recurso que contesta a candidatura do ex-procurador ao Senado.
Reações e críticas às redes sociais
O ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato utilizou seu perfil oficial para criticar duramente a postura adotada pelo diretório partidário rival, associando o episódio a investidas direcionadas a outras figuras de direita, a exemplo de pedidos parlamentares para retenção do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL).
“Viva a ‘democracia’, eles disseram”, declarou o senador eleito. “Não deu nem 24 horas depois da eleição, o PT já ameaça os 3 milhões de votos que o Paraná confiou a mim.”
Em outra manifestação pública sobre o cenário político atual, ele complementou: “Esse é o ‘governo do amor’: ódio, vingança e perseguição contra quem ousa enfrentar o sistema”, afirmou. “Aos mais de 59 milhões de brasileiros que não escolheram o PT, vocês não estão sozinhos. Não vamos abaixar a cabeça nem abandonar o Brasil.”
Contestação jurídica no TSE
O embate político acontece enquanto a equipe jurídica do PT paranaense mantém a estratégia de prosseguir com a contestação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), buscando uma análise de mérito ainda para este ciclo. Nas urnas, o político havia alcançado cerca de 2,9 milhões de votos para o Senado.
Historicamente, o registro de candidatura enfrentou idas e vindas judiciais. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia dado aval ao pleito por quatro votos a três, entendimento que foi posteriormente revertido no TSE em maio de 2023, quando a Corte entendeu que houve antecipação na saída do Ministério Público Federal para burlar eventuais processos disciplinares. A cassação do mandato na Câmara ocorreu formalmente em junho do mesmo ano, após recursos movidos pelo PMN e pela Federação Brasil da Esperança.






