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Alckmin vota em São Paulo e condena violência política contra aliados de Lula

Alckmin vota em SP e critica ataques contra apoiadores de Lula

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), compareceu às urnas no início da tarde deste domingo (25) no Colégio Santo Américo, situado no Jardim Colombo, na Zona Oeste de São Paulo.

Comitiva e aliados presentes O chefe do Executivo em exercício esteve no local de votação acompanhado por figuras políticas de destaque, como os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Também integraram o grupo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a deputada federal Tabata Amaral (PSB) e o presidente do PSDB, José Aníbal, além de sua esposa, Lu Alckmin.

Críticas a episódios de violência Logo após exercer o direito ao voto, o político abordou casos de hostilidade e agressão direcionados a simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas vésperas da votação decisiva. Na noite anterior, a vereadora Iara Pimentel (PT) sofreu agressões em Montes Claros (MG), enquanto o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha foi espancado em Santos (SP).

“Hoje é um grande dia e quero inicialmente destacar que é muito triste os atos de violência que ocorreram em vários locais do país pelos nossos adversários. Quero transmitir a minha solidariedade e minhas orações pela rápida recuperação das Iara Pimentel, vítima de agressão em Montes Claros. Marcelo Rocha, na cidade de Santos, nossa solidariedade, nossas orações para que ele se recupere rapidamente. Foram covardemente agredidos por manifestarem sua opinião política”, afirmou.

Expectativa para o pleito Questionado pelos profissionais de imprensa após o voto, o vice-presidente demonstrou forte otimismo em relação ao desfecho do segundo turno, apontando o engajamento popular observado nas praças públicas e nos meios digitais.

“Vamos muito confiantes, animadíssimos com esse segundo turno. Cresceram as redes, cresceram as ruas, e nós vamos garantir a democracia, que é onde o povo é ouvido”, afirmou.

Ele também expressou gratidão pelo apoio recebido e mencionou a magnitude do ato público realizado na Avenida Paulista no sábado (24).

“Eu participo da vida pública aqui de São Paulo há décadas e eu nunca havia visto a Avenida Paulista como ontem, aqui em São Paulo. Impressionante a manifestação”, disse.

Paralelo com as Diretas Já Ao analisar o panorama de acirrada disputa e o engajamento da sociedade, Alckmin traçou um paralelo histórico com o movimento cívico das Diretas Já na década de 1980, evocando a trajetória do ex-governador paulista Franco Montoro.

“Eu diria que se assemelha ao que a gente viu nesse segundo turno. Foi no Brasil inteiro, cidades pequenas do interior, capitais, todo mundo na rua, defendendo a democracia”, afirmou.

Por fim, ao celebrar a data como o Dia Nacional da Juventude, o vice-presidente exaltou o engajamento das novas gerações e defendeu as instituições democráticas como ferramenta de inclusão e progresso socioeconômico.

“As ditaduras, quem manda são os poderosos, os milionários. A democracia ouve o povo, dialoga, e quem ouve mais erra menos. E, para onde a gente olhar, a gente vê que o Brasil avançou: cresceu a renda, o emprego, a economia, a educação, a saúde, o cuidado com o meio ambiente.”

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