Mães de alunos da Escola Municipal Professora Amélia Ferreira, situada em Unamar, distrito de Tamoios, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, denunciam condições precárias de infraestrutura e cobram reformas imediatas na unidade de ensino.
Condições da sala de aula Atualmente, os 31 estudantes da turma 401 assistem às aulas improvisados no pátio da instituição, separados do refeitório apenas por uma divisória de TNT. A alteração ocorreu depois que a direção precisou interditar a sala original devido à proliferação de mofo e excesso de umidade.
“A sala de aula está com mofo, umidade, muita infiltração e com risco de um pedaço do teto cair sobre a cabeça de alguém”, afirmou.
Impacto na saúde das crianças Os responsáveis relatam que os alunos vêm apresentando quadros de problemas respiratórios associados ao ambiente escolar. Uma das mães destacou que o filho, diagnosticado com bronquite e sinusite grave, tem colecionado atestados médicos e faltas frequentes.
“Um dia ele vai, no outro ele não vai. Inclusive hoje ele já não foi para a escola, porque já não está bem”, contou.
Outros relatos apontam que a sala costuma alagar durante os dias de chuva e que uma pintura foi realizada na parede apenas na semana do primeiro turno das eleições, sem solucionar a raiz do problema. A falta de climatização adequada também é alvo de reclamações, somando-se à promessa não cumprida de instalação de novos equipamentos.
“Prometeram ventiladores até o dia 15, pediram para a gente esperar até o dia 15. Nada”, disse.
Posicionamento da prefeitura Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação reconheceu que a cobertura já havia passado por intervenções anteriores, mas o problema das infiltrações retornou. A pasta garantiu que a empresa contratada foi acionada para realizar os reparos cobertos pela garantia na próxima semana, dependendo do clima, e que o tratamento e a pintura definitiva da parede ocorrerão na sequência.
Sobre a climatização, a Secretaria explicou que a unidade receberá 23 ventiladores por meio de um processo licitatório concluído. Contudo, a entrega atrasou porque os aparelhos enviados pela fornecedora apresentavam voltagem divergente do contrato, motivando a devolução para substituição, ainda sem nova data definida.






