O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (23) uma ordem para retirar a tarifa de 50% sobre alguns produtos agrícolas e florestais importados do Canadá. A medida pode beneficiar empresas americanas do setor agrícola que dependem desses produtos.
Impacto nas importações
Entre os itens que deixarão de pagar a taxa estão chapas de madeira compensada, determinados papéis, equipamentos de refrigeração, máquinas específicas e caixas para transporte de mercadorias. A Casa Branca divulgou a lista de exceções, que também abrange válvulas, carpetes e resíduos industriais.
A decisão ocorreu após pedidos da senadora republicana Susan Collins, do Maine, que enfrenta uma disputa acirrada pela reeleição. Candidatos republicanos em regiões fronteiriças, como Maine e Michigan, buscam equilibrar o apoio à base de Trump com a conquista de votos de eleitores independentes.
Apelo político e econômico
“Esses produtores são uma parte vital da economia do nosso estado e sustentam nossas comunidades rurais e costeiras”, disse a senadora Susan Collins, do Maine. A parlamentar argumentou que muitos produtores locais dependem de insumos do país vizinho que não possuem alternativas equivalentes no mercado interno ou que custariam muito caro para serem substituídos.
Segundo a senadora, a flexibilização das taxas trará vantagens diretas para produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas. O tema foi inclusive pauta de um debate entre Collins e seu oponente democrata, Troy Jackson, realizado em 6 o outubro.
Contexto da disputa comercial
O impasse teve início em agosto, quando o governo americano aplicou uma sobretaxa de 50% sobre 20 bilhões de dólares em mercadorias canadenses após o colapso nas negociações bilaterais. Apesar do histórico recente de atritos, Trump declarou na última sexta-feira que o Canadá tem demonstrado interesse em firmar um entendimento comercial.
A proximidade geográfica e econômica com o território canadense torna os estados do norte extremamente sensíveis a essas taxações, já que dependem de suprimentos que vão desde peças automotivas até madeira e maquinário agrícola. A manutenção do controle do Senado nas eleições de 3 de novembro passa necessariamente pelo desempenho eleitoral republicano nessas regiões estratégicas.






