O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, alterou seu posicionamento público e garantiu que dará voto favorável ao encerramento da jornada de trabalho no modelo 6×1.
Encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro A agenda do político teve início pela manhã com uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, após um período de 90 dias sem contato devido a restrições judiciais. Autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, o encontro durou 30 minutos. Na saída, o presidenciável afirmou que o pai se alegrou com a reunião e detalhou sua postura sobre a legislação trabalhista:
“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6×1. Então, eu vou votar a favor do fim da 6×1, só que a gente defende algo ainda melhor sempre. Eu queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua jornada de trabalho. Como é que fica a pessoa que trabalha de home office? Isso não está definido na PEC. Como é que fica aquela mãe que não tem com quem deixar o seu filho, só pode trabalhar, por exemplo, quatro horas por dia, só pode trabalhar de manhã ou só pode trabalhar de tarde”.
Aliança política e apoios em São Paulo No período da tarde, a campanha seguiu para São Paulo, onde o postulante ao Planalto obteve o endosso de 17 diretórios estaduais do MDB durante um evento público. O presidente nacional do partido, Baleia Rossi, detalhou que o acordo envolve compromissos em cinco frentes estratégicas, abrangendo controle de gastos públicos, fomento ao agronegócio, autonomia para estados e municípios, pacificação com foco na democracia e segurança pública.
“O eleitor, no primeiro turno, no dia 4 de outubro, foi às urnas, e ele escolheu a mudança e depositou em você a esperança de ter uma vida melhor. Por isso, ao lado dos nossos deputados federais, dos nossos deputados estaduais, da nossa militância, nós vamos ter uma grande vitória, que é a vitória da mudança no nosso país”, diz Baleia Rossi, presidente nacional do MDB.
Propostas para a segurança pública Durante os debates sobre segurança, o candidato do PL apresentou seu plano para unificar as forças de segurança estaduais, municipais e federais por meio de tecnologia:
“Em âmbito federal, vão ser 2 milhões de câmeras com reconhecimento facial, inteligência artificial, que eu vou conectar com as câmeras das prefeituras, com as câmeras dos estados e não só isso. A gente vai integrar essa base de dados, vai conectar de verdade com todo o banco nacional, onde estão lá os mandados de prisão que são expedidos, onde tem o cadastro de carros roubados, de motos roubadas, e a gente vai facilitar muito o trabalho da polícia em conjunto com as prefeituras”.
O encerramento da agenda ocorreu no início da noite com reuniões voltadas a lideranças políticas e representantes do setor produtivo paulista.






