A Administración Nacional de Electricidad (Ande), estatal que responde pelo setor elétrico paraguaio e pela gestão compartilhada de Itaipu, acionou o Ministério Público do país para reaver valores milionários retidos no Ueno Bank. A movimentação jurídica ocorre em meio ao colapso financeiro da instituição digital, que desencadeou forte turbulência política e econômica na nação vizinha.
Queixa-crime contra gestores do banco Em nota oficial publicada na rede social X na noite de sábado (7.nov.2026), a companhia detalhou que protocolou uma denúncia penal contra dirigentes e empregados da instituição financeira, além de outros eventuais envolvidos na quebra. A empresa mantém na instituição US$ 163,8 milhões e 115,2 bilhões de guaranis paraguaios, montante que alcança a marca de R$ 1 bilhão.
Medidas cautelares e investigação em curso “A ANDE solicitou ao Ministério Público a adoção das medidas cautelares para resguardar os recursos institucionais comprometidos e procurar sua recuperação, colocando-se à disposição para apresentar todos os antecedentes, documentos e informações institucionais necessários para o desenvolvimento da investigação”, declarou a estatal energética.
Impacto limitado na margem brasileira Enquanto o lado paraguaio lida com os prejuízos e busca reaver o montante bilionário, a margem brasileira da Itaipu Binacional assegurou que a crise bancária não gerou reflexos nas contas ou na geração de energia da hidrelétrica. O fundo de pensão dos empregados paraguaios possuía quase 90 milhões de reais aplicados no banco afetado, mas a gestão binacional opera com caixas e diretrizes totalmente separadas entre os dois países.
Segurança financeira da gestão nacional “A Itaipu Binacional esclarece que não há recursos financeiros sob gestão da margem brasileira depositados ou aplicados no Ueno Bank. As aplicações financeiras da Entidade seguem normas e procedimentos internos, observando critérios de segurança, liquidez e rentabilidade, e sua gestão observa as competências estabelecidas para cada margem. A operação da Itaipu segue normalmente, sem impacto na produção e no fornecimento de energia.”






