Designado para montar uma nova gestão governamental em Israel, Gadi Eisenkot declarou que aceita a participação do primeiro-ministro em fim de mandato, Benjamin Netanyahu, e de aliados da extrema direita em sua coalizão, contanto que ele assuma a liderança do Executivo.
“Se os membros do Likud (de Netanyahu) e do Partido Sionista Religioso (do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich) realmente acreditam que este é um momento para a unidade, como disseram ao presidente, não vejo motivo para que não apoiem um governo liderado por mim e baseado nos princípios que apresentei”, afirmou Eisenkot.
Nova conjuntura em Israel
A escolha do líder oposicionista foi oficializada pelo presidente israelense, Isaac Herzog, que destacou a urgência de lidar com uma nova conjuntura política no país, influenciada diretamente pelo cenário eleitoral dos Estados Unidos.
Trajetória militar de Eisenkot
Antes de ingressar na política partidária, Gadi Eisenkot acumulou mais de quatro décadas de serviços prestados às forças armadas. Ele alcançou o posto máximo da hierarquia militar ao atuar como o 21.º Chefe do Estado-Maior Geral da IDF de 2015 até o início de 2019, quando foi sucedido pelo tenente-general Aviv Kohavi.
Atuação no Knesset
Em 2022, o político garantiu uma cadeira na 25ª legislatura do parlamento israelense pelo Partido da Unidade Nacional. Na instituição, liderou a Subcomissão de Doutrina de Segurança e Desenvolvimento de Força, além de participar do Comitê de Relações Exteriores e Defesa até retornar integralmente à bancada oposicionista em 2024.
As negociações políticas em curso definirão a estabilidade da nova administração israelense diante dos desafios internos e externos.






