O Grok, inteligência artificial desenvolvida por Elon Musk e integrada à rede social X, rejeitou um pedido para produzir uma arte eleitoral voltada a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, a ferramenta atendeu à solicitação de criar material gráfico para Flávio Bolsonaro (PL), entregando uma imagem de estilo simples. Em contrapartida, a Meta AI no WhatsApp bloqueou a criação de conteúdo em ambas as situações durante avaliações conduzidas em meados de outubro.
Resultados das principais ferramentas de inteligência artificial
Enquanto algumas plataformas impõem restrições severas, outras processam normalmente as demandas. O ChatGPT (OpenAI), o Gemini (Google) e o Claude (Anthropic) aceitaram gerar artes visuais para os dois candidatos. No ecossistema internacional, a chinesa DeepSeek não gera imagens em sua modalidade gratuita, ao passo que o Manus, originário do mesmo país, emprega os recursos visuais da OpenAI.
A controvérsia em torno da Meta ganhou força após a Justiça eleitoral determinar que a companhia de Mark Zuckerberg adote um tratamento igualitário entre Lula e Flávio Bolsonaro, sob pena de multa. A decisão judicial ocorreu depois de questionamentos da campanha petista sobre supostas restrições na ferramenta de mensagens. Em resposta oficial divulgada em 16 de outubro, a empresa negou qualquer viés político nas eleições gerais de 2026, atribuindo problemas anteriores a instabilidades técnicas passageiras.
Metodologia e comportamento dos modelos
Para avaliar o comportamento dos algoritmos, os testes utilizaram quatro comandos padronizados, envolvendo tanto os nomes dos políticos reais quanto personagens fictícios como Emília e Saci Pererê. Na Meta AI, os pedidos políticos foram negados sistematicamente, embora a IA tenha gerado pôsteres neutros para os personagens infantis com avisos de caráter recreativo.
O Gemini, por sua vez, atendeu aos comandos, mas apresentou variações inesperadas ao inserir uma fotografia realista de Flávio Bolsonaro sem solicitação prévia, enquanto optou por elementos gráficos genéricos no caso de Lula. Questionada sobre a divergência, a plataforma argumentou que priorizou a tipografia e o contexto visual, justificando a inclusão do retrato como resultado “na variação do funcionamento probabilístico dos modelos de geração de imagem”.
Por fim, o Claude produziu os materiais solicitados mantendo padrões idênticos de layout sem incluir rostos ou símbolos partidários, e a ferramenta da Anthropic utilizou numerações neutras nos testes com personagens de ficção. Especialistas ressaltam que o comportamento probabilístico desses sistemas significa que os resultados podem sofrer variações em novas tentativas de uso.






