A Justiça do Paraguai determinou nesta sexta-feira, 6, a prisão do ex-presidente Santiago Peña, poucas horas depois de o Senado aprovar seu impeachment por unanimidade, somando 44 votos a favor do afastamento do político.
Ordem de prisão e investigação
A medida judicial também alcança o ex-presidente do Banco Central do país, Carlos Carvallo. Ambos são investigados por suspeitas de irregularidades relacionadas à crise do Ueno Bank, instituição financeira que teve suas atividades suspensas pelo Banco Central na terça-feira (3).
Prisão domiciliar e detenção
A determinação partiu do Ministério Público paraguaio, que solicitou à Polícia Nacional o cumprimento dos mandados. Peña deverá permanecer em prisão domiciliar até ser apresentado aos promotores da unidade especializada em crimes econômicos e anticorrupção. Carvallo deverá ficar detido em uma unidade policial.
Impacto da crise financeira
A investigação apura possíveis crimes de lesão de confiança e outras irregularidades envolvendo a instituição financeira. A intervenção no banco deixou aproximadamente 2,9 milhões de clientes sem acesso às contas e aos recursos depositados.
Conexões e desdobramentos políticos
Peña foi acionista da holding controladora do banco até março de 2025. Ele também nomeou Carvallo para comandar o Banco Central, embora ele tivesse ocupado anteriormente um cargo de direção no próprio Ueno.
A crise se agravou depois que vieram à tona suspeitas de favorecimento ao banco e de utilização irregular de recursos de fundos previdenciários públicos. O ex-presidente nega irregularidades. A investigação também alcança dirigentes da instituição financeira e outras autoridades. Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do país.






