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Tallis Gomes lidera mutirão de limpeza na Avenida Paulista após ato político

Tallis Gomes: ‘Daqui duas semanas a gente limpa o Brasil’

Um grupo de voluntários liderado pelo empresário Tallis Gomes se reuniu na manhã desta segunda-feira, 12, para realizar a limpeza da Avenida Paulista, localizada em São Paulo. A mobilização civíl aconteceu um dia após um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado no domingo, 11, que deixou marcas de vandalismo e grande quantidade de lixo na região central.

Organização e chamada nas redes sociais

Para colocar a iniciativa de pé, o empresário convocou participantes por meio das redes sociais, orientando que levassem luvas e sacos de lixo de casa. Durante a ação, ele fez questão de ressaltar o caráter apartidário do mutirão, pontuando que o grupo evitou gritos de guerra ou palavras de ordem durante a remoção dos resíduos.

“Esse aqui é um movimento popular, de sociedade civil, não é um movimento meu”, afirmou Tallis Gomes.

Críticas e relatos sobre o ato

Em entrevista à Revista Oeste, o organizador resumiu a iniciativa. “Hoje a gente limpa a Paulista, daqui a duas semanas a gente limpa o Brasil”, declarou. Além da sujeira acumulada, o empresário relatou ter visto pessoas consumindo drogas no local durante a manifestação do último domingo.

Tallis Gomes também apontou o que definiu como uma incoerência entre o discurso da esquerda sobre a defesa dos trabalhadores e o esforço exigido dos voluntários. Segundo o relato, enquanto mães de família começaram a recolher os detritos logo às 5h da manhã, outras pessoas aproveitaram o feriado de Nossa Senhora Aparecida para dormir até mais tarde.

Danos ao patrimônio público

O ato político deixou um rastro de lixo, pichações e estruturas danificadas, atingindo pontos de ônibus e acessos ao sistema de transporte público subterrâneo.

Desde as primeiras horas da manhã, equipes de limpeza urbana e funcionários do metrô atuaram na remoção de cartazes colados e na lavagem de pichações nas entradas das estações Trianon-Masp e Consolação, pertencentes à Linha 2-Verde. De acordo com informações da Polícia Militar, manifestantes também quebraram portas e grades que davam acesso às dependências metroviárias.

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