Home / Política / Justiça decreta prisão preventiva de presidente da Câmara de Sumaré

Justiça decreta prisão preventiva de presidente da Câmara de Sumaré

Justiça determina prisão preventiva e afastamento de presidente da Câmara de Sumaré réu por tráfico de drogas

A Justiça de Sumaré (SP) determinou nesta terça-feira (3) a prisão preventiva de Hélio Silva (Cidadania) por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas na região. Além disso, ele deverá ser afastado da presidência da Câmara por, pelo menos, 180 dias.

Denúncia aceita pelo Judiciário Na mesma decisão, o juiz Leonardo Delfino recebeu uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e tornou Hélio réu por associação para o tráfico, duas vezes por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo e munições de uso permitido. Outros dois suspeitos, Maikon Baptista da Costa e Admilson da Silva, também tiveram prisão preventiva decretada e viraram réus na ação judicial.

Investigação da Polícia Federal Hélio, de 55 anos, foi preso em 9 de setembro durante a Operação Archimagus, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas. Conforme a apuração policial, ele era conhecido pelo apelido de “Mister M” e teria financiado a compra, o armazenamento e a distribuição de entorpecentes. O político já estava afastado do Legislativo por iniciativa própria, mas a nova determinação proíbe o acesso às dependências da Casa, bem como o uso de veículos, servidores, sistemas e recursos públicos.

Áudios e movimentações financeiras Áudios anexados ao processo e atribuídos ao filho do vereador mencionam uma “biqueira” ligada a Hélio. Em uma das gravações obtidas pela imprensa, há cobrança de dívida com menção direta ao local: “Você foi atrás de irmão lá onde é a biqueira do meu pai, falar que eu ia pegar a chave do seu carro, certo, mano? […] Você foi lá na biqueira do meu pai […] pra falar sobre o meu dinheiro?”. A Polícia Federal também identificou que, entre janeiro e agosto deste ano, o parlamentar teria recebido sacolas com volumes suspeitos que aparentavam ser dinheiro, os quais eram colocados posteriormente em um veículo oficial da Câmara. Os investigadores apuram se recursos ilícitos financiaram sua campanha a deputado federal — pleito no qual obteve 1.981 votos e ficou como suplente do Cidadania.

Buscas e apreensões As autoridades também investigam o uso de imóveis do vereador como fachada para empresas sem atividade compatível. Na residência de Hélio, agentes apreenderam uma pistola calibre .380, uma carabina, 105 munições, R$ 18.215 em espécie, documentos, joias e celulares. Em outros alvos da Operação Archimagus — que envolveu Gaeco e polícias Federal, Rodoviária, Militar e Civil —, foram encontrados mais R$ 6,7 mil e 892 gramas de maconha.

Contexto institucional Quando a prisão ocorreu em setembro, a Câmara Municipal declarou em nota que a investigação possuía “caráter pessoal” e que não havia relação com as atividades institucionais, ressaltando que o parlamentar está “amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência”. A defesa do político e o órgão legislativo foram procurados para novos posicionamentos, mas não houve respostas imediatas.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *