Jacobo Bucaram Pulley, filho do ex-presidente equatoriano Abdalá Bucaram, acabou detido em Guayaquil sob a suspeita de ligação com o narcotráfico. A captura ocorreu na 4ª feira (4.nov.2026) e teve confirmação oficial do ministro do Interior do Equador, John Reimberg.
Operação internacional e alvos da Interpol
A ofensiva policial resultou na captura de outras quatro pessoas, sendo duas delas localizadas no território panamenho. Os trabalhos contaram com o apoio logístico e de inteligência da DEA (Drug Enforcement Administration), o órgão de combate às drogas dos Estados Unidos.
Conforme os esclarecimentos prestados pelo ministro, o quinteto alvo da operação era procurado pela Justiça norte-americana. “Os 5 cidadãos receberam uma notificação vermelha da Interpol e são requeridos por autoridades dos Estados Unidos por supostos crimes relacionados ao narcotráfico”, publicou o ministro no X.
Ainda de acordo com a autoridade governamental, o procedimento serviu para “colocar os detidos à disposição das autoridades competentes, nos respectivos processos de extradição para os Estados Unidos”.
Defesa da família aponta perseguição
Diante da repercussão do caso, o ex-presidente Abdalá Bucaram reagiu publicamente e rechaçou as acusações que recaem sobre o herdeiro, classificando a detenção como uma manobra motivada por inimizades partidárias. “Ódio político”, escreveu o ex-presidente em publicação no X, ao comentar o caso.
O histórico de atritos entre o clã sul-americano e Washington é antigo. No ano de 2022, durante o mandato do democrata Joe Biden na Casa Branca, o ex-chefe de Estado, sua esposa e três de seus filhos sofreram sanções que os tornaram inelegíveis para ingressar em solo norte-americano, sob a acusação de envolvimento em graves esquemas de corrupção. Agora, os suspeitos aguardam os desdobramentos legais para a extradição definitiva.






