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China chama veto dos EUA a institutos de mandarim de paranoia

“Paranoia”, diz China sobre veto dos EUA a Institutos Confúcio

A representação diplomática da China em território brasileiro classificou como “paranoia” a medida adotada pelos Estados Unidos de colocar entidades vinculadas aos Institutos Confúcio em um registro oficial de ameaças à segurança nacional. Para os diplomatas chineses, o governo norte-americano passou a enxergar o aprendizado do idioma asiático como um perigo real.

O posicionamento oficial

Na última quarta-feira (4.nov.2026), o órgão diplomático utilizou as redes sociais para criticar duramente a postura de Washington frente às iniciativas culturais e educacionais promovidas pelo país asiático.

“Tratar aulas que ensinan a dizer ‘你好 (olá)’ e ‘谢谢 (obrigado)’ como ‘ameaça à segurança’ não é prevenir riscos, mas erguer barreiras contra si mesmo. Não é autoconfiança, mas paranoia”, escreveu a embaixada nesta 4ª feira (4.nov.2026).

Além das críticas aos americanos, a nota oficial aproveitou o espaço para convidar o público brasileiro a visitar a nação asiática.

Justificativa de Washington

A determinação partiu do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, que mapeou 80 grupos associados aos institutos em 30 centros de ensino superior do país. De acordo com o governo norte-americano, essas estruturas mudaram de nome e de formato para burlar restrições anteriores impostas pelo Congresso, mantendo a finalidade de difundir propaganda governamental.

A administração dos EUA sustenta que tais organizações põem em risco a soberania nacional por tentarem roubar segredos tecnológicos e patentes, além de buscarem influenciar o pensamento dos universitários locais.

Presença em território brasileiro

Fundada em 2004, a rede global dos Institutos Confúcio opera sem fins lucrativos sob a tutela de Pequim, promovendo a difusão da língua e das tradições chinesas através de exames de proficiência, aulas e intercâmbios firmados com faculdades estrangeiras.

No Brasil, a trajetória começou em novembro de 2008 com a abertura da primeira unidade na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em colaboração com a Universidade de Hubei. Desde então, o projeto cresceu e se instalou em outras renomadas instituições federais e estaduais, como Unicamp, USP, UnB, UFMG, UFRGS e UFRJ.

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