O delegado Marcelo Martins assumiu nesta quarta-feira (4) a liderança do inquérito que investiga a candidata derrotada ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL). A alteração na equipe responsável pelo caso foi determinada oficialmente pela Delegacia Geral da Polícia Civil.
Atuação em delegacias especializadas
De acordo com informações obtidas pela Rede Amazônica, Martins continua respondendo como titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e passa a integrar a equipe de autoridades da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), unidade que conduz as apurações.
O procedimento policial apura supostas infrações relacionadas ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O foco principal recae sobre a suposta divulgação e manipulação de registros visuais na internet envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD).
Revogação de liminar e retomada de buscas
A tramitação do processo ganhou novos contornos depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) derrubou, na terça-feira (3), a ordem judicial que mantinha paralisada a busca e apreensão na casa de Maria do Carmo. A determinação emitida pelo desembargador Paulo Feitoza permitiu que os agentes retomassem o cumprimento da medida.
Histórico de investigações de repercussão
O delegado responsável pelo novo caso acumula passagens por investigações de grande impacto no estado. Marcelo Martins de Almeida Silva esteve à frente da operação Erga Omnes e também conduziu a apuração sobre o falecimento do menino Benício.
Deflagrada em 20 de fevereiro de 2026, a operação Erga Omnes teve como alvo a investigação da atuação do chamado “núcleo político” do Comando Vermelho no Amazonas. A ação policial resultou no cumprimento de 14 mandados de prisão, sendo oito deles executados no território amazonense.
Entre os alvos detidos na ocasião estavam Anabela Cardoso Freitas, que atuava como investigadora da Polícia Civil e havia exercido o cargo de chefe de gabinete de David Almeida, além de um funcionário vinculado ao Tribunal de Justiça do Amazonas.
O caso do menino Benício
Além da atuação em casos de corrupção e criminalidade organizada, o delegado conduziu a apuração sobre a morte da criança Benício, ocorrida após a aplicação de adrenalina por via intravenosa em um hospital particular situado em Manaus.
Conforme apontado pelas diligências policiais, tanto a via escolhida para a administração quanto a dosagem aplicada divergiam das recomendações médicas adequadas para o estado de saúde do menor, que acabou indo a óbito após sofrer sucessivas paradas cardíacas.
O andamento judicial do caso resultou, em 3 de junho de 2026, na formalização dos réus: a médica Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raíza Bentes Praia passaram a responder formalmente a uma ação penal por homicídio qualificado cometido com dolo eventual.






