O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na noite de terça-feira (3) que vai aceitar o desfecho das eleições de meio de mandato e sinalizou abertura para negociar com os democratas. A Casa Branca buscou amenizar o cenário adverso para os republicanos, pontuando que “Trump não está na urna” durante o pleito.
Diálogo bipartidário e negociações futuras
Em entrevista concedida ao jornal The New York Times, o chefe do Executivo garantiu que acatará a escolha popular nas urnas. “Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou Trump na ocasião.
Além de reconhecer o processo eleitoral, o líder norte-americano destacou o interesse em buscar entendimentos políticos com a legenda rival. “Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, declarou.
Estratégia de bloqueios e o poder de veto
Horas antes das declarações sobre cooperação, o republicano argumentou que o resultado seria diferente caso seu nome estivesse na disputa, afirmando que seu partido venceria “de lavada”. Conforme os primeiros números desfavoráveis começaram a aparecer, o presidente compartilhou na internet a imagem de um chapéu vermelho contendo a palavra “veto”.
A postura em relação ao parlamento já havia sido detalhada dias antes pelo próprio mandatário em entrevista ao podcast “Pod Force One”, do “New York Post”. “Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, disse o presidente ao podcast. “Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo.”
A apuração dos votos segue em andamento, com o governo monitorando os reflexos políticos das urnas para a configuração do Congresso estadunidense.






