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Gabrielli apoia conselho fiscal, mas rejeita corte forçado de juros

Gabrielli diz ser contra limitar juros, mas elogia André Lara Resende

O coordenador do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e economista, José Sergio Gabrielli, manifestou apoio à criação de um conselho fiscal e monetário. A iniciativa tem como objetivo buscar o reequilíbrio das contas públicas sem a necessidade de manter taxas de juros elevadas no país.

A proposta de reestruturação A ideia original pertence ao economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real. A sugestão prevê a criação de um órgão responsável por estabelecer parâmetros para a taxa básica de juros. Segundo Lara Resende, a Selic deveria passar por uma redução gradual, saindo de 13,75% para 7,5% ao ano ao longo de 12 meses. Em artigo divulgado nesta semana, Gabrielli demonstrou apoio à formação do conselho, embora tenha ressalvado sua posição sobre a queda forçada dos índices.

“Não estou endossando essa proposta. No meu artigo, eu estou endossando a proposta de criação de um conselho monetário e não estou endossando o tabelamento ou a convergência da taxa de juros. Eu não estou falando nisso. O que eu falo é a defesa do conselho ampliado, monetário e fiscal, que coordene a política fiscal e a política monetária”, declarou o ex-presidente da Petrobras.

Avaliação sobre André Lara Resende Apesar de não concordar com a diminuição imediata defendida pelo formulador do Plano Real, o ex-dirigente da estatal poupou críticas e teceu elogios à trajetória de Lara Resende, avaliando que a queda gradual da taxa pode vir a ser adotada posteriormente.

“Acho que o André tem uma grande vantagem de falar de um lugar de fala. De uma pessoa que foi do Banco Central, e uma pessoa que montou o plano que reduziu a inflação. Acho que a proposta dele, de ter uma trajetória de convergência da taxa de juros, pode ser uma decisão futura”, acrescentou.

Posicionamento do Partido dos Trabalhadores O ex-presidente da Petrobras pontuou ainda que o assunto não passou por debates com membros da legenda governista. A informação foi corroborada pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e deputado federal eleito por São Paulo, Edinho Silva, de 61 anos.

Em entrevista recente, Edinho Silva afirmou que a medida defendida por Lara Resende para abaixar os juros brasileiros jamais foi pauta de discussões internas na sigla ou tratada diretamente com o presidente Lula.

“Essa proposta nunca foi debatida no PT ou com o presidente Lula, nem há agenda construída para isso”, declarou o dirigente partidário, reforçando que o tema não está nos planos de debate atuais do partido.

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