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Eleições de meio de mandato nos EUA 2026: entenda o que está em jogo

Eleições de meio de mandato nos EUA: o que são as midterms, quando será a votação e o que está em jogo em 2026

Milhares de eleitores comparecem às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas popularmente como midterms. O pleito é responsável por renovar quase todo o Congresso norte-americano e representa um teste decisivo para o governo de Donald Trump.

Entenda o funcionamento das midterms Diferentemente do modelo brasileiro, o Congresso dos Estados Unidos passa por renovações parciais a cada dois anos. Como essas disputas ocorrem exatamente na metade do mandato presidencial, recebem a denominação de midterms. Enquanto os deputados federais cumprem mandatos de dois anos, os senadores exercem funções por seis anos. Dessa forma, a cada bienal, o país renova integralmente a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.

Cargos em disputa e o impacto para a Casa Branca Neste pleito, estão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas disponíveis no Senado. Nas eleições de 2024, o Partido Republicano assegurou maioria em ambas as Casas, embora por uma margem estreita. Esse cenário garantiu sustentação para a pauta presidencial, mas também evidenciou divisões internas. Diante disso, Trump tem feito fortes investimentos para preservar o controle legislativo.

O sistema eleitoral e a apuração dos votos O sistema político norte-americano difere consideravelmente do brasileiro, sem a existência de um órgão centralizador como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada estado gerencia a própria contagem. Os primeiros resultados começam a ser divulgados após o fechamento dos locais de votação, mas a indefinição pode durar dias, especialmente devido aos votos enviados pelo correio.

Financiamento bilionário e guerra de mapas O pleito de 2026 figura entre os mais caros da história do país, superando a marca de US$ 15 bilhões em arrecadações. Paralelamente, republicanos e democratas travaram uma intensa disputa judicial e política em torno do redesenho dos distritos eleitorais, estratégia conhecida como gerrymandering, buscando obter vantagens na corrida legislativa.

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