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Eleições nos EUA: o que está em jogo nas midterms e o futuro de Trump

Eleições nos EUA: americanos vão às urnas em votação que pode redefinir o poder de Trump no Congresso

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, com mais de 50 milhões de votos antecipados já registrados. O pleito é determinante para o presidente Donald Trump, pois vai renovar integralmente a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, decidindo o controle do Congresso pelos próximos dois anos.

O peso político das midterms para Trump

Por ocorrerem na metade do mandato presidencial, essas eleições funcionam na prática como um referendo sobre a aprovação do governo. Atualmente com a aprovação próxima da mínima histórica de 32%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, o republicano tenta manter a maioria conquistada em 2024 nas duas Casas legislativas. Uma derrota no Congresso pode paralisar as pautas do Executivo.

Disputa acirrada no Senado e na Câmara

As projeções indicam um cenário desafiador para os governistas. Na Câmara dos Representantes, onde todas as 435 cadeiras estão em disputa, os democratas entram como favoritos para retomar o controle. Hoje, os republicanos detêm 218 assentos contra 214 da oposição. No Senado, que renova 35 das 100 vagas, a disputa também permanece aberta e com margens apertadas.

Regras e particularidades do pleito americano

Diferente do modelo brasileiro, o sistema eleitoral dos Estados Unidos não conta com um órgão centralizador como o Tribunal Superior Eleitoral. Cada estado gerencia a própria apuração, o que pode atrasar a divulgação dos vencedores definitivos por dias, especialmente devido ao volume de votos pelo correio. A modalidade, inclusive, foi alvo de tentativas de restrição por parte da gestão atual por meio de decretos contestados judicialmente.

Guerra de mapas e financiamento recorde

Para blindar o poder legislativo, republicanos e democratas travaram uma intensa batalha jurídica pelo redesenho de distritos eleitorais em diversos estados. Paralelamente, o pleito de 2026 caminha para se tornar o mais caro da história norte-americana, com bilionários como Elon Musk e Michael Bloomberg injetando recursos massivos para impulsionar os candidatos de suas respectivas preferências políticas.

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