A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negocia com a TV Globo a implementação de verificação de fatos em tempo real durante o debate entre os candidatos à Presidência marcado para esta sexta-feira (23). De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, a emissora demonstra abertura para adotar o recurso na transmissão ao vivo.
Combate à desinformação
Para Sidônio, a ferramenta é fundamental para combater dados falsos associados ao adversário do PL, Flávio Bolsonaro. O coordenador da estratégia eleitoral, senador Camilo Santana (PT-CE), afirmou que o atual presidente participará do evento focado em expor planos e diretrizes para o futuro do Brasil.
“A gente está querendo que haja (checagem de fatos), porque a gente viu o que aconteceu no debate. Além de responder nenhuma pergunta do presidente, ele mentiu muito. É importante uma checagem em tempo real do que é verdade, do que é mentira, do que é dito no debate”, disse Sidônio em conversa com jornalistas no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.
Parcerias independentes
Paralelamente às tratativas com a emissora, a coordenação petista dialoga com agências autônomas de verificação para realizar o monitoramento simultâneo no dia do confronto político. O portal de notícias ICL também está cotado para disponibilizar a mesma tecnologia.
Repúdio a provocações visuais
Outro ponto abordado pelo ministro envolve a postura física do opositor no palco. A campanha avisou que rechaçará qualquer tentativa de repetir táticas de intimidação visual captadas pelas câmeras durante as intervenções do petista, comparando o comportamento ao adotado na política norte-americana.
“A gente não vai aceitar isso. Na verdade, isso é feito sempre pela extrema-direita, o Trump fez com a Hillary Clinton, e essa é uma intenção dele, tentar desviar a atenção. É uma forma agressiva, indevida, provocativa, e a gente não vai aceitar esse tipo de coisa”, disse.
As exigências da cúpula governista elevam a tensão para o confronto televisivo, que promete forte polarização e rigidez na fiscalização das declarações emitidas pelos postulantes ao cargo máximo do Executivo federal.






