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Fazenda descarta controle da Selic e uso de reservas cambiais

Fazenda nega mudanças nos juros e uso de reservas cambiais

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula não avalia propostas para tabelar a taxa básica de juros, a Selic, nem usar reservas internacionais para conter eventuais pressões sobre o câmbio. 

As declarações foram feitas em meio à repercussão das ideias apresentadas pelo economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real.

Propostas de André Lara Resende

A sugestão do especialista consiste em abaixar a Selic de forma gradual dos atuais 13,75% ao ano para a faixa de 7,5% em um período de 12 meses. Além disso, o economista defende a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que estabeleceria metas conjuntas para as políticas fiscal e monetária.

Durigan negou que exista uma reunião marcada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Lara Resende para discutir o assunto. Segundo o ministro, também não há negociações em andamento sobre as medidas sugeridas pelo economista.

Apoio político e reações

A iniciativa ganhou projeção após obter respaldo de figuras influentes do Partido dos Trabalhadores, a exemplo da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador do programa de governo petista para a campanha de 2026.

Essas diretrizes econômicas geraram apreensão entre os investidores, que enxergam perigos de ingerência política na gestão da política monetária.

Entre os principais receios apontados pelo setor estão a queda na credibilidade da autoridade monetária, a desvalorização da moeda nacional e uma aceleração da inflação.

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