A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes e proibiu o contato com o advogado Willer Tomaz.
Viagem para o exterior e ordens do STF
Mesmo com a determinação expedida no último domingo (25), que também cancelou todos os documentos de viagem nacionais e diplomáticos, o parlamentar embarcou rumo aos Estados Unidos. O avião com o senador, a esposa e as filhas pousou em um aeroporto em Miami.
As medidas cautelares foram impostas no âmbito de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de Tomaz e o mercado de apostas esportivas, conhecido como bets. Além disso, Flávio Bolsonaro figura como investigado na produção do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pedidos de redistribuição e suspeição
No recurso apresentado ao Supremo, os defensores solicitaram que o caso seja retirado do gabinete de Alexandre de Moraes e redistribuído para o ministro André Mendonça. A justificativa se baseia na conexão com a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS e já está sob a relatoria de Mendonça.
Os advogados também requereram que Moraes seja declarado impedido ou suspeito para conduzir a apuração. A argumentação aponta supostos vínculos públicos entre a empresa Fraction 024 — que teve Willer Tomaz entre os sócios — e o escritório de advocacia da esposa do magistrado.






