O Conselho Nacional de Segurança de Transporte dos Estados Unidos identificou indícios de que o avião particular que caiu em Palm Beach, na Flórida, tenha se desintegrado antes de colidir contra o solo. O acidente, ocorrido em um domingo, resultou na morte de nove pessoas, sendo sete passageiros e dois tripulantes.
Investigação sobre a tragédia aérea
Entre as vítimas estava a copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, conforme confirmação de parentes. A aeronave modelo Learjet 60 havia partido de Austin, no Texas, com rumo às Bahamas, mas acabou despencando sobre uma zona residencial e explodindo na chegada ao solo.
Os peritos buscam determinar se os componentes do veículo se soltaram antes ou durante a queda. Os registros apontam que o jato ultrapassou o limite de velocidade, fenômeno conhecido como overspeed, o que se alinha com a descida abrupta registrada pelos radares.
Desafios na recuperação de destroços
De acordo com o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, o impacto violento contra o solo complicou o trabalho das equipes de resgate, fazendo com que peças fossem encontradas longe do ponto central da queda.
Áudios da cabine revelam que a tripulação enfrentou severas dificuldades antes da tragédia. Uma voz feminina transmitiu um alerta de socorro extremo: “Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, seguida por relatos de velocidade excessiva e perda de altitude de até 20 mil pés por minuto. Em um dos momentos mais críticos, a tripulante exclamou: “Vamos bater no chão” e “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”. As autoridades ainda não confirmaram se a voz pertencia à jovem copilota brasileira.
A trajetória da jovem copilota
Nathalia havia alcançado notoriedade na mídia norte-americana em 2023 ao obter sua licença de voo particular com apenas 17 anos, antes mesmo de tirar a carteira de habilitação terrestre. Na época, cursando o ensino médio, ela destacou sua preferência pelos céus em entrevista:
“Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora.
A jovem também comentou sobre a estranheza gerada por sua habilidade precoce:
“Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, disse.
Inspirada pelo pai e apoiada por um programa escolar de aviação em Palm Beach County, ela acumulou dezenas de horas de voo até conquistar suas certificações. Meses antes do acidente, ela celebrou nas redes sociais sua posição na cabine: “Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”.






